A paz de Deus vem à mente quieta - UCEM

A paz de Deus vem à mente quieta - UCEM

"Não busque mudar o mundo, mas escolhe mudar a tua mente sobre o mundo" (UCEM)

"Não busque mudar o mundo, mas escolhe mudar a tua mente sobre o mundo" (UCEM)
O Perdão é a chave para a Felicidade... Nada real pode ser ameaçado. Nada irreal existe. Nisso está a Paz de Deus.

Um Curso em Milagres

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

NOW is the time....



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Patricia Cota-Robles www.eraofpeace.org




segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Lei da atração: Por que algumas vezes parece não funcionar?



Faço minhas, as palavras introdutórias do Marcelo, neste post.

Já ouvi pessoas se queixando que todo o seu "pensamento positivo" parece não funcionar. Pois encontrei este texto esclarecedor e compartilho aqui com vocês. Uma explicação que não deixa sombra de dúvidas, nossos desejos devem estar em conformidade com nosso EU SUPERIOR.

Trata-se de uma mensagem de Metatron canalizada por Tyberonn em setembro de 2011. Já disse outras vezes: não costumo compartilhar canalizações aqui, a não ser que sejam realmente elucidativas e eu sinta em meu coração a sua verdade. Leiam e sintam por vocês:


"O aspecto multidimensional da experiência humana é essencial para a sua compreensão do mecanismo da “Lei da Atração”. Uma peça fundamental do entendimento da sua multidimensionalidade é o fato de que o seu Eu Superior, aquela parte de você que está acima da fisicalidade, programou alguns dos seus “desafios de vida para o seu crescimento” e estes não podem ser evitados nem eliminados por um passe de mágica. Pelo contrário, eles são cursos “obrigatórios” no currículo da “Universidade da Terra”, que você mesmo escolheu concluir para o bem maior. E não dá para pular essas aulas. Elas virão a você porque você se inscreveu nesses cursos; elas fazem parte da “Lei da Atração” da mente superior e não podem ser afastadas.

Então esta é uma área na qual o pensamento típico da dualidade, de tentar afastar um obstáculo aparente, parece desafiar a “Lei da Atração”. Você pode, por exemplo, encontrar-se numa situação desconfortável no trabalho, para a qual todas as aplicações de “pensamento positivo” parecem fracassar. Isto acontece porque existe uma lição aí que deve ser enfrentada e, enquanto não for enfrentada, ela se repetirá inúmeras vezes até que esteja concluída… porque você a atraiu a partir da sua mente superior, e o cérebro, que é um aspecto da dualidade, não é capaz de evitá-la. Ela só se concluirá quando você dominá-la.

ACEITANDO O DESAFIO

Embora seja verdade que os seus pensamentos criam a realidade que você vivencia na dualidade, você mesmo, num aspecto mais elevado, compõe e cria, ponderada e cuidadosamente, os desafios que enfrenta. Estes têm um grande propósito. Quer realmente acredite ou não, você escreve seus próprios testes. Então, embora o pensamento positivo seja uma frequência importante, ele tem a intenção de ajudá-lo a lidar com suas lições de vida e não evita o processo de aprendizagem em si. Você não pode simplesmente ignorar ou eliminar por um passe de mágica as lições de crescimento que programou para si mesmo a fim de se expandir. Isto porque, na maioria dos casos, as situações que você escolheu estão além da capacidade do aspecto dual do seu cérebro-ego de removê-las ou eliminá-las. Você as enfrentará, porque, no seu Eu Divino, você as desejou a partir de uma perspectiva mais elevada.

Nós lhe asseguramos que não há nada mais estimulante, mais digno de realização do que o seu desejo manifestado de evoluir, de mudar para melhor. Na verdade, esta é a missão de cada uma das suas encarnações. Não é suficiente meditar e visualizar a meta desejada sendo atingida, se não agir de acordo com sua voz interior, a energia da qual suas meditações e visualizações surgem.

Intenção, foco e meditação devem se unir totalmente à ação. Tornar-se impecável e finalmente alcançar a Iluminação não quer dizer – como algumas religiões sugerem indiretamente – que de repente você se encontre num abençoado estado de esquecimento, ou em algum distante estado de Nirvana. Mestre, nós lhe dizemos que você faz parte do Nirvana hoje, como sempre fará; basta descobri-lo dentro de si mesmo.

Realmente haverá ciclos no seu estado emocional, que fazem parte da condição humano. Haverá momentos em que se sentirá apático e deprimido. Estes estados poderão ser causados não só por problemas que você enfrenta, mas até por certos aspectos astronômicos. Tudo isso deve ser enfrentado e pode ser superado. Então, saiba que o “Nirvana” é alcançado através da atitude – não através de rejeição, ignorância ou fuga, mas através da avaliação impecável da projeção da realidade que o envolve.

A experiência terrena – a maestria da dualidade – é difícil. Esta é uma grande verdade, uma das maiores verdades da dualidade, e geralmente é mal compreendida. O estudo e maestria da vida requerem trabalho. Você não pode simplesmente colocar o livro debaixo do travesseiro e dormir sobre ele; é preciso que ele seja lido e entendido uma página de cada vez, momento a momento.

Portanto, é preciso entender e aceitar que sua vida é uma construção de situações que você planejou a fim de possibilitar seu crescimento espiritual. Quando aceitar esta nobre verdade, você terá a oportunidade de transcendê-la. Aquilo que você chama de “destino” é, na verdade, uma série de situações que você pré-planejou para sua lição de vida. E, meu Querido, esse mesmo “destino” escrito por você vai ajudá-lo a enfrentar seus desafios e depois manifestar seus desejos, mas não porque você reclamou daquilo que não gosta. Para vivenciar a luz do seu desejo, você deve acender a paixão que vai libertá-lo da fortaleza onde ele esteve rigorosamente guardado. O melhor caminho é aceitar o desafio da auto-purificação, sendo um exemplo vivo da sua própria luz, em vez de protestar contra as trevas que ainda existem no mundo na terceira dimensão e escolher isolar-se dele."  (Continua...)

Gostaram?
A canalização completa está no site luzdegaia.org

domingo, 9 de outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Prece pela tolerância - - Voltaire, séc. XVIII -








"Não é mais aos homens que me dirijo. É a você, Deus de todos os seres, de todos os mundos e de todos os tempos: Que os erros agarrados à nossa natureza não sejam motivo de nossas calamidades.

Você não nos deu coração para nos odiarmos nem mãos para nos enforcarmos. Faça com que nos ajudemos mutuamente a suportar o fardo de uma vida penosa e passageira.

Que as pequenas diferenças entre as vestimentas que cobrem nossos corpos, entre nossos costumes ridículos, entre nossas leis imperfeitas e nossas opiniões insensatas não sejam sinais de ódio e perseguição.

Que aqueles que acedem velas em pleno dia para te celebrar, suportem os que se contentam com a luz do sol.

Que os que cobrem suas roupas com um manto branco para dizer que é preciso te amar, não detestem os que dizem a mesma coisa sob um manto negro.

Que aqueles que dominam uma pequena parte desse mundo, e que possuem algum dinheiro, desfrutem sem orgulho do que chamam poder e riqueza e que os outros não os vejam com inveja, mesmo porque você sabe que não há nessas vaidades nem o que invejar nem do que se orgulhar.

Que eles tenham horror à tirania exercida sobre as almas, como também execrem os que exploram a força do trabalho. Se os flagelos da guerra são inevitáveis, não nos violentemos em nome da paz.

Que possam todos os homens se lembrar que eles são irmãos! "




“A tolerância é a melhor das religiões” (Vitor Hugo)


Imagem:  Internet


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Adyashanti - Entrevista Completa (Global Oneness Interview) legendado




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Adyashanti, author of Falling into Grace, True Meditation, and The End of Your World, is an American-born spiritual teacher devoted to serving the awakening of all beings. His teachings are an open invitation to stop, inquire, and recognize what is true and liberating at the core of all existence.

Asked to teach in 1996 by his Zen teacher of 14 years, Adyashanti offers teachings that are free of any tradition or ideology. “The Truth I point to is not confined within any religious point of view, belief system, or doctrine, but is open to all and found within all.”

more...

http://www.adyashanti.org/

http://www.globalonenessproject.org/about-project

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Vícios e Apegos - consciência - Ram Dass

A causa principal de todo sofrimento.....





A causa principal de todo sofrimento é a sensação de separação. Temos uma consciência divisiva que percebe as coisas como eu e o outro; como o meu e o dele; meu povo e o seu; minha nação e a sua. Tendo dividido todas as coisas, sentimo-nos ameaçados pelo outro. O medo, por sua vez, alimenta guerras, conflitos e outras formas de violência.

Estaria, então, a redenção além de nosso alcance? Continuaremos a ser um bando de filósofos pessimistas ou expectadores apáticos, lamentando nosso destino coletivo?

Não necessariamente.

Na condição de humanos, estamos à beira de uma transição colossal: sairemos da separação rumo à unidade. Acordaremos da escuridão para a luz, da não-verdade para a verdade. Compreenderemos a unidade de todas as coisas vivas.

Embora tenhamos vidas diferentes e estejamos longe uns dos outros no tempo e no espaço, biológica, emocional e espiritualmente, somos um.

Existe apenas um corpo. O que se passa com os animais nos oceanos, repercute em nós - homens e mulheres. O que ocorre em nossas florestas é sentido em nossos corpos, pois, assim como as árvores, eles são feitos da mesma terra. Afinal, os nossos corpos não são argila em movimento, dotada de inteligência?

Um esforço consciente para curar a terra manifestar-se-ia como a cura definitiva de nossos próprios corpos.

Existe apenas uma mente. A mesma mente que fluiu através de nossos antepassados flui através de nós e continuará a se manisfestar através de nossos filhos e de seus descendentes. O tormento ou o medo coletivo que aflige nossos próprios irmãos em algum lugar do mundo afeta outros, em outras partes, na forma de pesadelos - quer estejam dormindo ou acordados. Nossos prazeres e nossas dores são infinitamente interligados. Somos unos e não podemos continuar vivendo na ilusão da separação.

Existe apenas uma consciência. Vivemos em um universo holográfico. Todo e qualquer indivíduo que esteja despertando para a unidade está, automaticamente, afetando centenas de pessoas, impulsionando-as rumo a única alternativa sã de se experienciar a realidade.

Ao mudar nossa experiência de realidade, descobriremos formas mais novas de viver e amar. Criaremos um planeta melhor para o presente e o futuro. Este é nosso destino comum.

domingo, 25 de setembro de 2011

Entregue-se à Fonte do Ser - Ramana



Tudo o que nasce deve morrer; tudo o que é adquirido será perdido.
Você nasceu? Não, você existe eternamente.


O Eu Real nunca pode ser perdido.Você impõe limitações a si mesmo e depois luta em vão para transcendê-las.
Toda infelicidade e miséria vem do ego. Ele é a origem de todos os seus problemas.


Um "eu" imaginário surge entre a Pura Consciência e o corpo inerte e se imagina limitado ao corpo.


Busque esse "eu" e ele desaparecerá como uma miragem.Basta que você se entregue.


A entrega é abandonar-se à Fonte do seu ser. Não se iluda pensando que essa Fonte é algum Deus fora de você.


A Fonte está dentro. Abandone-se a ela. Isso significa que você deve buscar a Fonte e mergulhar nela.
Você é o Eu Real mesmo agora, mas você confunde a sua consciência atual, ou ego, com a Consciência Absoluta, ou Eu Real.


Essa falsa identificação existe devido à ignorância, e a ignorância desaparece junto com o ego. Transcender o ego é a única coisa a ser feita.


A Realização já existe – não é necessário tentar alcançá-la. O seu dever é Ser, e não ser isso ou aquilo.
"Eu sou o que sou" resume toda a Verdade. E o método é a quietude.”
Ramana Maharshi em Eu Sou Aquilo que Sou.
 
Texto garimpado do blog:  Ventos da paz....http://ventosdepaz.blogspot.com/2011/09/entregue-se-fonte-do-ser-ramana.html 


Imagem: Internet

sábado, 24 de setembro de 2011

Jornada rumo à sabedoria...


Não recebemos sabedoria, nós mesmos temos de encontrá-la depois de uma jornada solitária, que ninguém pode fazer por nós, da qual ninguém pode nos poupar, pois nossa sabedoria é o ponto de vista a partir do qual começamos a ver o mundo.

-Marcel Proust


Imagem : do blog  http://inspiracaodeumaalmailuminada.blogspot.com/2011/03/cada-um.html

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Paredes de vidro

No vídeo "Glass Walls" (Paredes de Vidro), produzido pela PETA, Paul McCartney expõe de forma detalhada e contundente a indústria de carnes, ovos e leite. Legendado por Aline Caliman e Guilherme Carvalho.


Fonte: http://quietamente.blogspot.com

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Não somos as telhas e sim o telhado




Sim, não podemos separar telhas e chamá-las de telhado. É isso que o pensamento tem feito, não existe nenhum "eu". Quando alguém me pergunta: o que "faço para matar o ego?", é uma pergunta muito comum, respondo de uma forma muito imprevisível, mas uma coisa simples é observar, que o "pensamento" foi quem criou essa idéia de um "ego", de um "eu", que precisa ser morto. Veja é a telha se dizendo o telhado, só porque é um conjunto delas, uma grande quantidade junta. O problema é que o pensamento é muito sedutor, ele nos abraça e se funde conosco, dizendo ser real como uma entidade se identificando com o corpo e naturalmente com o seu "mundo" mental, e isso ele vem fazendo desde que éramos crianças, começou quando ainda éramos bebes e assumiu um lugar que não é dele. É é isso que podemos chamar de "eu" de "ego", é pura inconsciência, um estado de sonambulismo, ou hipnose, esse é o estado que chamo estado comum, mas não é o estado natural, real, de Amor, liberdade e felicidade.

Tenho colocado aqui muito claro no blog esta diferença, entre o nosso estado "comum" e o nosso estado "natural.
O que temos vivido dentro dos padrões condicionados do pensamento é esse estado de prisão vivendo escravos dos sentidos na idéia ´´eu sou o corpo`` nascidos dessa identificação do pensamento com o corpo, tudo isso tem sua origem na ´´mente`` não observada, nessa inconsciência,neste sono, o convite para a realização, ou reconhecimento do nosso estado natural, é algo que tem inicio com uma busca, e termina na compreensão direta de que não é necessário, nada disso que temos feito, pois já somos o que buscamos,não somos as telhas e sim o próprio telhado.

Se descubro o "segredo" desta desidentificação com os pensamentos, fica claro pela meditação minha real natureza, livre de conflitos, desordem, ilusões e sofrimento. Sou Consciência, bem-aventurança e felicidade e aqui não há "eu" com tudo o que ele inventou neste seu "mundo" separatista.

fonte:

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

Seja espontâneo




Quando age, você sempre toma por base o passado. Você vive de acordo com as experiências que acumulou, age com base nas conclusões a que chegou no passado — como pode ser espontâneo?


O passado domina e por causa dele você nem sequer consegue ver o presente. Seus olhos estão presos ao passado, a neblina do passado é tão espessa que é impossível enxergar alguma coisa. Você não consegue ver nada! Está quase cego — cego por causa da neblina, cego por causa das conclusões que tirou no passado, cego por causa do conhecimento.



O homem instruído é a criatura mais cega deste mundo. Porque ele vive com base nos conhecimentos que tem, em vez de avaliar as circunstâncias. Ele simplesmente continua vivendo mecanicamente. Aprendeu alguma coisa; isso passa a ser um mecanismo embutido dentro dele e ele age de acordo com isso.



Há aquela história bem conhecida:



Existiam dois templos no Japão, um inimigo do outro, pois sempre existiram templos ao longo das eras. Os sacerdotes desses dois templos eram tão hostis um ao outro que nem sequer se olhavam no rosto. Se se cruzassem nas ruas, simplesmente não se olhavam. Se se cruzassem na rua, paravam de conversar; havia séculos que os sacerdotes desses dois templos não se falavam.



Mas ambos tinham um garotinho — para servi-los, levar recados. Os dois sacerdotes tinham receio de que os garotos, afinal eram só garotos, pudessem ficar amigos.



Um dos sacerdotes disse ao seu menino: — Nunca se esqueça de que o outro templo é nosso inimigo. Nunca fale com o garoto do outro templo. Eles são gente perigosa... fique longe deles. Fuja deles como o diabo da cruz!



O garoto ficou curioso... porque ele já estava cansado de ouvir longos sermões. Não conseguia entendê-los. Os sacerdotes liam escrituras estranhas, ele não compreendia aquela língua; problemas profundos, existenciais, eram discutidos. Não havia ninguém com quem brincar, ninguém com quem conversar. E quando lhe diziam para não falar com o menino do outro templo, uma grande tentação brotava dentro dele. É assim que surge a tentação. Nesse dia ele não conseguiu evitar de falar com o outro menino. Quando o viu na rua, ele perguntou: — Aonde você está indo?



O outro menino era um tanto filosófico; de ouvir grandes filosofias ele ficara filosófico. Respondeu: — Indo? Não há ninguém que venha ou que vá! Isso acontece... para onde quer que o vento me leve... — Ele tinha ouvido o mestre tantas vezes que era assim que vivia um buda, como uma folha morta, seguindo ao sabor do vento. Então o menino disse: — Eu não sou nada! Não existe ninguém que faça algo, então como posso ir a algum lugar? Que bobagem é essa que você está falando? Sou uma folha morta. Vou para onde quer que o vento me leve...



O outro menino encarava-o sem entender nada. Não conseguiu sequer articular uma resposta. Não conseguia encontrar nada para dizer. Estava de fato embaraçado, envergonhado, e pensava: "Meu mestre tinha razão ao aconselhar-me a não falar com essa gente, são gente perigosa. Que conversa é essa? Só perguntei para onde ele ia. Na verdade, eu até já sabia para onde ele estava indo, pois nós dois íamos para o mercado comprar hortaliças. Bastaria dizer isso."



O menino voltou ao templo e contou ao mestre: — Me perdoe. Você me proibiu, mas eu o desobedeci. Na verdade, sua proibição aguçou minha curiosidade. Essa é a primeira vez que converso com aquela gente perigosa. Só fiz uma pergunta: "Aonde você vai?" e ele começou a dizer umas coisas estranhas: "Não existe ir nem vir... Quem vem? Quem vai? Sou o vazio absoluto", ele disse, "sou uma folha morta. E aonde quer que o vento me leve..."



O mestre disse: — Eu disse a você! Agora, amanhã fique no mesmo lugar e, quando ele passar, pergunte a ele novamente: "Aonde está indo?" Quando ele disser essas coisas, você diz simplesmente: "É verdade. Você é uma folha morta, assim como eu. Mas, quando o vento não está soprando, para onde você vai? Aonde pode ir?" Só diga isso, e ele ficará embaraçado, tem de ficar embaraçado, tem de ficar frustrado. Estamos sempre discutindo e essa gente nunca conseguiu nos vencer em nenhum debate. Então amanhã não será diferente!



O garoto acordou cedo, decorou sua resposta, repetiu-a muitas vezes antes de sair. Então ficou esperando no local onde o outro atravessaria a rua, repetindo mentalmente a resposta, ensaiando, até avistar o garoto se aproximando. Então disse: — Agora veremos!



O menino chegou mais perto e o outro perguntou: — Aonde está indo? —, com esperança de que agora ele teria sua chance...



Mas o rapazinho disse: — Aonde quer que as pernas me levem... — Não mencionou nenhum vento, não falou do vazio, nem da questão do não-fazer... E agora, o que ele faria? A resposta que decorara não ia fazer sentido. Não podia falar sobre o vento. Desacorçoado, com vergonha por ser tão burro, ele pensou: "Esse menino de fato sabe umas coisas estranhas. Agora ele disse: 'Aonde quer que minhas pernas me levem.'"



Então ele voltou a procurar o mestre. Este respondeu: — Eu disse para não falar com essa gente! Eles são perigosos! Faz séculos que sabemos disso. Mas agora é preciso fazer alguma coisa. Amanhã, você pergunta novamente: "Aonde está indo?" e, quando ele disser: "Aonde quer que minhas pernas me levem", diga a ele: "Se você não tem pernas, então...?" É preciso fazê-lo calar a boca de um jeito ou de outro.



Então, no dia seguinte, o menino perguntou outra vez onde o outro ia e esperou a resposta.



O outro disse: — Estou indo ao mercado buscar hortaliças.

As pessoas costumam viver com base no passado — e a vida continua em constante mudança. A vida não tem obrigação nenhuma de confirmar suas conclusões. É por isso que ela é tão confusa — confusa para a pessoa instruída.



A pessoa já tem todas as respostas prontas, o Bhagavad Gita, o Alcorão, a Bíblia, os Vedas. Já se abarrotou de tudo isso, sabe todas as respostas. Mas a vida nunca levanta as mesmas questões; por isso a pessoa instruída nunca acerta o alvo.





Osho, em "Consciência: A Chave Para Viver em Equilíbrio"

Imagem por ClickFlashPhotos / Nicki Varkevisser

Publicado no blog palavras de Osho

quinta-feira, 30 de junho de 2011

The Shift | Wayne Dyer - Documental


El Dr. Wayne nos lleva a una de sus más grandes obras, y nos explica como en la vida, lo que al principio era fundamental, al final de ella, se vuelve irrelevante. Con una extraordinaria narración, y con su habilidad de expresión, te hará descubrir cual es el verdadero significado de la vida, y la belleza en cada uno de los días en que vivimos, sin duda una extraordinaria película que te hará comprender el significado de una vida plena.

Gratidão à  Simone Indio por compartilhar.

domingo, 19 de junho de 2011

A maneira como você está vivendo cria sua doença



Felicidade é a natureza do homem. Você não precisa se preocupar absolutamente sobre a felicidade, ela já está presente. Ela está em seu coração – você só precisa parar de ser infeliz, você precisa parar o funcionamento do mecanismo que cria a infelicidade.

Contudo, ninguém parece estar preparado para isso. As pessoas dizem, “Quero a felicidade”. Isso é como se você dissesse, ‘Eu quero saúde’ – e você continua se apegando à sua doença e você não permite a doença ir embora.

Se o doutor prescreve o remédio, você o joga fora; você nunca segue nenhuma receita. Você nunca vai para um passeio matinal, você nunca vai nadar, você nunca vai correr na praia, você nunca pratica qualquer exercício. Você continua comendo obsessivamente, você continua destruindo sua saúde – e continuamente você segue perguntando onde encontrar saúde. Mas você não muda o mecanismo que cria a enfermidade.

Saúde não alguma coisa a ser alcançada em algum lugar, ela não é um objeto. Saúde é um jeito de viver totalmente diferente. A maneira que você está vivendo cria enfermidade, a maneira que você está vivendo cria miséria.

Por exemplo, as pessoas chegam para mim e dizem que gostariam de ser felizes, mas elas não podem abandonar seus ciúmes. Se você não pode abandonar seu ciúme, o amor nunca irá crescer – as ervas daninhas do ciúme destruirão a rosa do amor. E quando o amor não cresce, você não pode ser feliz. Porque quem pode ser feliz sem o amor crescer? A menos que essa rosa floresça em você, a menos que essa fragrância seja liberada, você não pode ser feliz.

Agora as pessoas querem felicidade – mas apenas por querer, você não pode obtê-la. Querer não é o bastante. Você terá que penetrar no fenômeno da sua miséria, como você a cria – como em primeiro lugar você se tornou miserável, como você continua se tornando miserável a cada dia – qual é a sua técnica?

Porque felicidade é um fenômeno natural – se alguém está feliz não há nenhuma habilidade nisso, se alguém está feliz, não necessita de nenhum talento para ser feliz.

Os animais são felizes, as árvores são felizes, os pássaros são felizes. Toda a existência é feliz, exceto o homem. Somente o homem é tão engenhoso para criar infelicidade – ninguém mais parece ser tão talentoso. Portanto, quando você está feliz, isso é simples, é inocente, não é nada para se gabar. Mas quando você está infeliz, você está fazendo grandes coisas a si mesmo; você está fazendo algo realmente difícil.


Osho, em "The Path of Paradox"

Fonte: Osho.com
Imagem por clevercupcakes


www.palavrasdeosho.com

segunda-feira, 6 de junho de 2011

2012 The Online Movie



Part I -- THE HISTORY BEHIND 2012


Part 2 -- THE MAYAN CALENDAR EXPLAINED

Part 3 -- CROP CIRCLES AND 2012

Part 4 -- FEAR AND 2012

Part 5 -- DNA UGRADE?

Part 6 -- SPIRITUALITY AND 2012

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Mahalila - O jogo do auto-conhecimento - Por Harish Johari


O mahalila, jogo milenar hindu, é para os indianos o que o tarô é para os europeus e o I Ching para os chineses: uma descrição dos estados e as situações pelas quais circula o homem no processo de crescer através da vida.

Para jogar o mahalila precisam-se quatro coisas:

1) o tabuleiro,

2) um dado,

3) estas instruções, e

4) um objeto pessoal como uma medalha, um anel ou uma chave que o jogador utilize freqüentemente e que o representará no jogo.





Ao iniciar, cada jogador coloca seu símbolo na casa 68, Consciência Cósmica (vaikuntha loka) e aquele que tirar o maior número numa primeira rodada do dado lerá para os demais jogadores este texto:

Antes de jogar o jogo estamos na meta final dele, o Ser,

que, sem forma nem nome, é fonte de todo o que existe.

Mas o dado do karma registra as vibrações do jogador,

que logo escolherá uma forma e um nome

para jogar o jogo das escadas e das serpente,

através dos oito níveis do mahalila, o grande jogo,

até voltar à fonte original, onde tudo recomeça eternamente.

Depois, ele joga o dado e o passa para a pessoa à sua direita. Quem tirar um número um move seu símbolo para a primeira casa, nascimento (janma), e lê seu significado em voz alta para os demais jogadores.

Nas próximas etapas do jogo, a cada vez que um jogador tirar um seis, avança sem ler e joga o dado novamente até tirar um número diferente de seis. Somente no último movimento lerá a descrição da casa em que caiu.

Quando o símbolo do jogador cair na base de uma escada, move seu símbolo até o fim dela, lendo a descrição dessas duas casas.

Quando o símbolo cair sobre a cabeça de uma serpente, deve descer até o extremo da cauda, lendo as duas descrições correspondentes.

O objetivo do jogo é chegar à Consciência Cósmica (vaikuntha loka), a casa 68. Se o jogador alcançar a oitava fileira e passar do 68, deve avançar e retroceder entre a casa 69, plano do Absoluto (brahma loka) e a 72, inconsciência (tamoguna), até tirar a cifra exata que o deixe na boca de serpente, que o engolirá e levará de volta para a terra (prthivi), na casa 51.

Lançar os dados simboliza a influência do caos em uma existência que nem sempre acontece dentro de uma seqüência lógica. Cada casa tem um nome e corresponde a um nível de consciência no processo do autoconhecimento. Os nomes das casas levam o jogador a meditar sobre o conceito por trás da palavra e a familiarizar-se com a metafísica hindu como veículo para o auto-conhecimento.

Cada fileira que o jogador ascende como numa espiral, equivale a um chakra, centro de energia no ser humano onde se expressa a energia cósmica, indo desde o mais denso (muladhara) ao mais sutil (sahasrara), e além dele, até o plano da consciência cósmica (chamada no hinduísmo vaikuntha loka, plano celestial), em que se transcende a individualidade.

O jogo conclui quando o jogador cai exatamente na casa 68, Consciência Cósmica (vaikuntha loka), seja através da ascensão numérica, seja pela escada que inicia na casa 54, exercício espiritual (sadhana).

Jogando várias vezes, você irá descobrir circuitos freqüentes, escadas auxiliadoras e serpentes amistosas. Isto é o que torna o mahalila um jogo de auto-conhecimento. Há somente um jogo: o jogo em que cada um de nós é um jogador representando seu papel. Esse é o jogo universal da energia cósmica, mahalila. Após iniciar o jogo, o tabuleiro começa a brincar com a mente, com o ego e com o sentido da própria identidade do jogador.





As casas do jogo

1. Janma: nascimento

Nascer é entrar no jogo. No início não havia jogo, mas a natureza brincalhona da Consciência não pode ficar imóvel por muito tempo e, desde a Unidade, Brahman, o Absoluto, torna-se muitos para jogar o jogo. Este é o jogo do karma, onde o Uno chega a ser muitos jogando o jogo cósmico de esconde-esconde consigo próprio.

2. Maya: ilusão

Jogando, perco a percepção da unidade na fascinação do próprio jogo: estou separado e sou diferente. Dois é a dualidade, e a dualidade acontece quando o um repete a si próprio. Um é realidade. Dois é ilusão. Estou no mundo dos nomes, das formas e os fenômenos, no cenário onde irei inventar minha ação... mas intuo que há uma saída: perceber a ilusão das dualidades.

3. Krodha: ira

Não sei ao certo quem sou, mas sei muito bem quem não sou. Esta corrente de auto-identificação enfrenta inevitavelmente aspectos reprimidos de mim mesmo. Minha identidade vacila. Meu ego está ferido. Minha reação emocional é a ira. A ira produz fogo e o fogo queima tudo. Esta é a cauda da serpente da casa 55, egocentrismo. Projeto em você o que reprimi em mim e concentro então minha energia para eliminar de você esse aspecto indesejável.

4. Lobha: cobiça

Estou separado e sou tão diferente dos outros que me sinto só. Preciso completar-me. Entretanto, confundo o vazio que deixou o Uno ao evaporar-se do jogo, com as necessidades materiais e tento preencher-me satisfazendo-as. Então, se minha necessidade é de uma casa, meu desejo é de cinco. Estou inseguro, e a insegurança provém do medo.

5. Bhur loka: corpo físico

Fui pego pela vibração mais baixa de mim mesmo. Meu único tema é a realização material: meu conforto, minha sexualidade, minha alimentação, minha vontade de satisfazer os sentidos. Mas isso é tão fugaz que devo repetir tudo de novo e de novo!

6. Moha: apego, condicionamento

Desde que nasci fui condicionado pelas circunstâncias de nascimento, tempo e lugar (janma, kala e desha). Deixei de jogar e caí no delírio do apego. A realidade de hoje deve ser a realidade de sempre. Esse apego que me condiciona a ver do jeito que eu sou é a causa real que me traz de volta uma e outra vez às vibrações mais baixas de mim mesmo.

7. Mada: vaidade

Estou auto-intoxicado. Estou intoxicado de mim mesmo. Sou aquilo que os demais dizem de mim. Cheio de falsas identificações de todo tipo, fiquei preso no meu próprio jogo: não entendo como não se cumprem todos meus desejos, sendo eu como sou. As más companhias apenas confirmam a minha auto-intoxicação.

8. Matsara: avareza

A avareza é cobiça mais inveja. Tenho uma aversão ativa contra todos vocês. Sou demasiado bom para vocês e minhas coisas também são demasiado boas para vocês. Até mesmo as coisas que vocês têm são demasiado boas para vocês, pelo que deveriam ser minhas.

9. Kama loka: desejos

Se não houver desejo, não haverá criação. É a pura vontade de jogar a que cria a diversidade. Mas viver satisfazendo desejos é um estado vinculado à ignorância. O verdadeiro vazio não se preenche deste modo.

10. Tapah: purificação

Quero me purificar e consigo isso alterando o comportamento de meus órgãos dos sentidos. Aos poucos, percebo um aumento de nível vibracional que faz minha energia ascender. Fazer um esforço sobre si próprio para purificar-se é a primeira escada do jogo, que nos dá a oportunidade de transcender os apegos vinculados à primeira fileira.

11. Gandharva: divertimento, aroma

Este espaço psíquico freqüente na infância é a expressão natural da minha alegria interior. A criação é uma brincadeira alegre da energia e somente quando nos libertamos da primeira fileira podemos perceber a vida como o riso Daquele que escolheu ser muitos.

12. Amarsha: inveja

Quando minha energia está baixa, observo os demais, começo a me comparar, e a comparação é o veneno que produz a inveja. Porque os outros vibram em planos mais altos que eu? Esta é a primeira serpente do jogo, uma reação destrutiva que me joga de volta para a avareza.

13. Antariksha: nulidade, limbo

Não estou nem na terra nem no céu. Nem aqui nem lá: em parte alguma. Caí na nulidade. Qual é o propósito do meu ser? A angústia existencial flui através da minha consciência. Sou tão insignificante... tudo perdeu o sentido. Os objetivos estão ainda aí, mas, para que servem? Felizmente, a nulidade não é um estado permanente.

14. Bhuva loka: corpo astral

Por um momento, realidade e fantasia se estabilizam entre o que sou e o que poderia ser. Posso ver a estrutura de minhas idéias com total clareza: devo continuar sendo o que sou. Não posso deixar de ser o que sou. Esse é o caminho correto.

15. Naga loka: fantasia

Aqui voa a imaginação: não há nada que não possa fazer. Nada é demasiado fantástico ou estranho. Na brincadeira, despertei as possibilidades. Aqui, mergulhei nelas. Estou materialmente seguro, tenho meu sucesso garantido e, com a maré da autoconfiança, a imaginação criativa pode voar. A fantasia é o poder que está por trás da criatividade.

16. Dvesha: ciúmes, aversão

Perdi a habilidade de distinguir entre o possível e o impossível. Sonho, e acredito que meus sonhos são reais. Este é o apego básico da segunda fileira e é provocado pela minha confusão: minha indulgência com o mundo do fantástico. Minhas dúvidas crescem. Tenho tão pouca autoconfiança que me odeio. Projeto esse ódio sobre todos aqueles que não confirmam minha auto-imagem. A energia baixa. Caí na cobiça.

17. Daya: compaixão

Entrego-me à compaixão com tal potência que meus olhos ficam úmidos, meu coração bate forte e meu ego é varrido com tal força que, por um momento, sou uno com o outro... e isso é ser uno com Brahman. Essa essência da compaixão desapega minha consciência da identidade que escolhi. A vibração da energia assim liberada me eleva ao plano do Absoluto (brahma loka).

18. Harsha loka: alegria

Uma fase está terminada, outra a ponto de começar. Neste momento o espírito da alegria atravessa meu ser. Estou no cume de mim mesmo. No cume do mundo. O tempo desaparece. A alegria é eterna, sempre. Entretanto, breve é sua duração.

19. Karma loka: ação

Enquanto vivo esta existência corpórea não posso deixar de agir. As ações criam seus próprios resultados. Além destas ações naturais, meu ego deseja estender sua influência em círculos crescentes. No entanto, sendo o mundo exterior um espelho de mim mesmo, ao agir descubro as influências familiares, sociais e políticas que criaram minha própria identidade egoística. Então, vejo que a ação é ao mesmo tempo a corrente e a libertação.

20. Dana: caridade

Caridade é compaixão mais ação, uma virtude que quebra os limites da terceira fileira, relativa ao terceiro chakra, manipura. O sentimento de alegria que experiencio ao realizar uma ação caridosa se traduz na transcendência da energia ao plano do equilíbrio (maha loka).

21. Samana papa: penitência

É tempo de grandes inquietudes emocionais. Enquanto gratificava meus desejos egocêntricos provoquei danos aos demais. Agora quero retificar meus karmas negativos. A penitência passa transcende meus desejos materiais e sensuais e por um tempo, produz resultados favoráveis.

22. Dharma: virtude

A virtude é consciência em ação. Quando minha ação é boa para os demais, a minha energia também se eleva. Sou virtuoso quando fluo na ação natural das coisas. Minhas virtudes são as escadas do jogo. Faço ações errôneas quando permito que o ego assuma o controle de mim mesmo. Meus vícios são as serpentes do jogo. O exercício da virtude torna positivo o intelecto e assim vou para a casa 60, positividade (subuddhi).

23. Svarga loka: céu terrenal

Quando vibro aqui, nos céus terrenais, estou fabricando para mim mesmo um paraíso nascido de meus desejos. O que quero é imortalizar minha identidade em uma forma de vida. Vejo um mundo doloroso, mas procuro um prazer infinito. Todas as ideologias, todas as religiões, todas as políticas, me alimentaram neste espaço: o céu é o mundo das utopias.

24. Asatsanga: más companhias

Sei como cheguei aqui: foi buscando identificar meu ego e vim dar com um grupo que em verdade alimenta meu ego. Ao estar com estas pessoas fica claro que meus problemas pessoais acontecem por causa do mundo exterior. Estou em má companhia, e a serpente me devolve para a vaidade.

25. Susanga: boas companhias

Em boa companhia posso crescer, abandonar velhos padrões e programações de conduta, num clima de confiança e compaixão. As boas companhias são o lado positivo da minha necessidade de grupo, porque no grupo minha energia se eleva vibrando junto a dos outros que estão buscando a mesma finalidade.

26. Duhkha: sofrimento, dor

O sofrimento é um dos extremos de minha vida emocional. O outro é a alegria. Percebo a dor como uma repressão que acontece no corpo quando sofro uma perda e a minha energia se bloqueia, como o dragão que morde a própria cauda. O sofrimento é um cobertor que me envolve. Não consigo ver mais nada além do cobertor. É um estado temporário, mas que pode transformar-se em um modo de ser.

27. Paramartha: espírito de serviço

Somente quando deixo de viver para mim mesmo posso entender meu papel no jogo: agora sei que meu ser individual é o veículo através do qual se realiza o Supremo. Agora posso fazer meu papel no jogo sem pensar em direitos, ganâncias ou recompensas: apenas fluindo em minhas virtudes.

28. Sudharma: confiança

Quando me harmonizo com as regras do jogo, minha conduta passa a ser expressão verdadeira de minha natureza. Jogo o dado sem me importar aonde o karma irá me conduzir. Confio na harmonia do jogo, entregando-me às suas regras e vibrando cada vez mais alto.

29. Adharma: fé cega, injustiça, vício

Quando a confiança não se funde na minha natureza interior, mas em um modelo cultural, significa que caí em uma atitude errônea. Penso que meu caminho é o único caminho válido e tento impô-lo aos demais. A fé cega é um vício, e vou descendo, para refletir sobre meus apegos.

30. Uttama gati: boas tendências

As boas tendências fluem em mim de maneira espontânea ao atingir o equilíbrio. Praticando-as, estabilizo e fluo mais ritmicamente, afastando-me das distrações egocêntricas.

31. Yaksha loka: santuário

Quero achar os vínculos que existem entre a vida cotidiana e o divino. Yata Brahmande tata pindade: “assim como é no Ser, assim é no corpo!” Já consigo perceber a unidade entre meu ser mais íntimo e a Alma do Universo (Paramatman).

32. Maha loka: equilíbrio

Quando vibro aqui, consigo equilibrar o feminino que sou com o masculino que também sou. Por momentos, me sinto preparado para identificar-me com o resto da existência. Assim como é dentro, assim é fora! Vivo um sentimento de unidade cósmica.

33. Sugandha: fragrância

A energia que vibra em mim está mudando minha química corporal e meu corpo segrega fragrâncias de sândalo e lótus. E, às vezes, fortes baforadas de enxofre...

34. Rasa: sabor

Até aqui, meu sentido do gosto era uma percepção sensorial. Somente agora entendo seu sentido estético. Esta vibração unifica toda a criação. Vibrando aqui, penetro no mundo das idéias e dos significados, como se o fizesse na essência de minhas emoções e sentimentos. O sabor (rasa) é a essência da poesia e da música.

35. Narka loka: purgatório

Na metade do caminho entre o céu e a terra, está o purgatório. Nele, assumo minhas responsabilidades. Cada ação trouxe seu fruto. Mas a queda na violência não é um castigo, senão uma purificação.

36. Svaccha: clareza de consciência

Matei minhas dúvidas. Aqui se dissolvem as trevas do ego e emergem meus verdadeiros sentimentos elevados. Já estou preparado para me unir ao fluxo ascendente da energia e entrar no reino do Ser.

37. Jñana: percepção, conhecimento

Perceber não é realizar nada. É simplesmente tomar consciência do que é bom e constatar quais são os meios para fazer o bem. Perceber que não sou independente reduz o tamanho de meu ego. Observo sem julgar. De fato, este estado acontece quando paro de julgar. Nesse sentido, perceber é o contrário de iludir-se. A ilusão muda constantemente os valores, enquanto que ao tomar consciência, esta página fica em branco. E somente uma folha branca pode ficar limpa.

38. Prana loka: força vital

O prana ou impulso vital é a própria força da vida. No corpo humano ela reside na respiração e seu alimento é o ar. Ao vibrar neste estado compreendo que o impulso vital está a serviço do ser e que a menor mudança no meu ser/estar afeta o ritmo de meus ciclos vitais. Ao mesmo tempo, posso aprender a equilibrar meu ser controlando os ciclos de meu impulso vital.

39. Apana vayu: eliminação

A eliminação (apana vayu) é o impulso físico que descarrega a energia do organismo. No ser humano reside no ventre. O Yoga ensina que a fusão entre os ares vitais prana e apana tem efeitos rejuvenescedores.

40. Vyana vayu: circulação

A circulação (vyana vayu) é uma forma da energia vital que equilibra o corpo. Sua manifestação é o sangue, que toma energia dos pulmões e a distribui pelo corpo, trabalhando em uníssono com o sistema endócrino. O vyana vayu equilibra as forças prana e apana.

41. Jana loka: plano humano

Chegando neste ponto dedico meu esforço a ficar em sintonia com as leis divinas, para manter o fluxo ascendente de minha energia interior. Aumentando a vibração, aumenta a consciência: além do horizonte existe outro horizonte novo.

42. Agni loka: fogo

O fogo é o veículo da energia, um elo entre Deus e o mundo. Ao vibrar aqui sei que minha natureza íntima é o fogo. E que também sou um veículo de Deus. Enganar a mim mesmo é impossível: a testemunha está sempre presente.

43. Manushya janma: nascimento humano

Este nascimento não foi registrado em cartórios, pois não sou filho de ninguém. Não pertenço a nenhuma casta, credo, religião ou nação. Não tenho coisas que me prendam nem preciso papéis de identidade. Encontrei a mim mesmo: sou filho de Deus.

44. Avidya: ignorância

Somente quando se chega ao conhecimento pode-se perceber a ignorância. A mente é um tigre na selva dos desejos. O verdadeiro conhecimento é a visão do Real. Por meu lado, estou identificado com certos estados emocionais e com certas percepções de meus sentidos (jñanendriyas).

45. Suvidya: conhecimento correto

O conhecimento correto (suvidya) acrescenta à percepção correta (jñana) a conduta que advêm da compreensão do passado, do presente e do futuro como aspectos da mesma continuidade. Por sua vez, essa compreensão provêm do fato de que deixei de fazer diferenciações: eu, conhecedor, sou Uno com aquilo que conheço. Neste momento sou uno com o Real e minha vibração ascende até o bem cósmico (rudra loka).

46. Viveka: discernimento

A discriminação é o terceiro olho. Com ele posso perceber o Ser, distinguir o denso do sutil. Assim posso evitar o retrocesso aos apegos materiais. A dualidade já tem pouco efeito sobre minha percepção da unidade e me sinto transportado à felicidade.

47. Sarasvati: neutralidade, caminho do meio (sushumna nadi)

Até agora não havia podido controlar o equilíbrio entre as forças masculina e feminina. Neste momento, a energia psíquica começa a ascender ao longo do canal central na coluna (sushumna nadi). O positivo e o negativo (ida e pingala) desapareceram... Somente o neutro fica estável, mais além da existência. Sou um espectador, apenas uma testemunha imparcial (sakshi) deste jogo.

48. Yamuna: corrente vital solar (pingala nadi)

O plano solar (yamuna ou pingala nadi) é o plano da energia masculina, onde se descobrem o poder e a destruição. Porém, equilibrar-se aqui sem energia lunar (ganga ou ida nadi) é impossível.

49. Ganga: corrente vital lunar (ida nadi)

A corrente lunar (ganga ou ida nadi) é a raíz da minha fonte de energia feminina. Com meus dois pólos funcionando em uníssono sou um campo magnético harmonizado.

50. Tapah loka: austeridade

O tema desta fileira do jogo é a prática da meditação. Reconheço os karmas que ainda restam, mas conheço também a plenitude de vibrar sem eles. Através da austeridade obtenho a capacidade de sentir vibrar a divindade dentro de mim. Assim é mais fácil queimar os karmas que restam.

51. Prithivi: terra

A terra é o cenário onde a consciência faz seus papéis. A terra não é somente o planeta: é a Mãe, a Unidade viva, Prakriti.

52. Himsa: violência

A ira é uma reação de defesa pessoal. Para ser violento, entretanto, necessito ter uma grande confiança em mim mesmo. A violência nasce somente quando possuo uma verdade: acredito ser o agente de Deus e a violência acontece no afã de reformar a consciência dos demais... Em casos extremos posso inclusive desejar que morram, para que suas consciências possam sair da ignorância. E assim, vou para o purgatório, na quarta fileira.

53. Jala loka: plano líquido

A água que absorve calor está aqui para apagar a energia da violência e transforma-la em exercício espiritual. A água não tem forma: adota a do vaso que a contêm. Ao vibrar aqui adquiro essa mesma qualidade da água. Reconheço que caibo em qualquer forma, posso transformar-me naquilo que configura o Ser e somente quando adquiro este conhecimento é que se dissolve a ilusão identificatória.

54. Sadhana: exercício espiritual

O exercício espiritual é o meio direto de experienciar a consciência cósmica. O exercício espiritual permite entender que o mahalila, o grande jogo, é a natureza básica do universo manifestado: cada estado, cada casa, é um jogo da mesma energia divina, uma manifestação diferente da mesma Unidade. Essa consciência devolve o múltiplo ao único. Procuro a união indivisível, a consciência sem dualidade, a bênção da graça.

55. Ahamkara: egocentrismo

Ao assumir uma forma, o centro de toda atividade sou eu e minhas coisas. Tudo aparenta estar em função de mim. Fiquei preso no ego. Não consigo me reconhecer como a totalidade que sou. Estou próximo da consciência cósmica, mas posso me perder do caminho. A falsa identidade me irrita, e é por isso que desço até a ira.

56. Omkara: vibrações perfeitas

O Yoga ensina que o som do mantra Om é a forma mais sutil sob a qual se manifesta o mar de consciência-energia. No início era o som. Sei que quando repito este som abandono o falso refúgio dos desejos e vejo com mais calma a vida. Preciso simplificar minha existência.

57. Vayu loka: plano do vento

O vento é movimento puro, sem peso, forma nem medida. Um líquido ainda adquire a forma do recipiente que o contém. Assim, ao chegar aqui, deixei de estar limitado. Momentaneamente ganhei liberdade de ação. Tampouco tenho peso, massa, nem forma.

58. Tejas loka: plano do fogo irradiante

Irradiar é emitir luz. A irradiação começa quando o movimento interior é tão rápido que já não pode ser contido pela matéria. Elevando minhas vibrações ao máximo, corro o risco de explodir em uma chama irradiante.

59. Satya loka: plano da realidade-verdade

Percebo a mim mesmo como o Real. Alcanço a auto-realização. O jogo é um processo de descobrimento da realidade. Já não há nenhum obstáculo para o fluir da energia. Equilibrado com as forças do Cosmos, fluo como uma gota de água no oceano.

60. Subuddhi: positividade

O intelecto positivo é a consciência sem dualidade. É verdade que enquanto ficar aqui neste corpo terei que discriminar, diferenciar e ponderar. Porém, estes julgamentos já não se referem ao mundo exterior, senão à minha própria realidade interior. Deste modo, minha vibração é cada vez mais positiva.

61. Durbuddhi: negatividade

Enquanto o intelecto ficar voltado para o ego, não posso evitar os julgamentos negativos. Negando assim essa manifestação peculiar do único, me fecho a essa possibilidade. Duvido que o Divino também esteja aí. No final deste caminho, nada nem ninguém é bom. Minhas energias se consomem tentando negar o Real e assim caio no estado de nulidade (anata ksha).

62. Sukha: felicidade

É impossível descrever este sentimento, que está além da alegria passageira. É uma experiência tão intensa que a felicidade pode ofuscar o jogador, levando-o a acreditar que já atingiu o objetivo. Por isso, logo à frente está a escuridão.

63. Tamas: escuridão, inércia, ignorância

A escuridão é a ausência de luz. E, se a luz é conhecimento, a escuridão é ignorância. Os karmas são inevitáveis, tanto no jogo quanto na vida. Tentar evitá-los, é mais um karma. Não posso ver a Unidade que existe entre as correntes e a libertação e volto então à ilusão (maya), para percorrer novamente o jogo desde o início. Respiro e relaxo.

64. Prakriti loka: mundo fenomênico

Sem a experiência, o conceito fica vazio. Sem o conceito, a experiência fica cega. Agora me aproximo do conceito após viver a experiência e compreendo que a fonte de todos os fenômenos é Brahman, o Absoluto onipresente.

65. Urantara loka: espaço interior

Após perceber que o mundo dos fenômenos também é Uno, me fusiono na força deles: sou o ser que sente. Não existe bem nem mal, vício nem virtude: sou como uma lente que deixa passar os fenômenos, sem restrições. Já não há distância entre os objetos e eu. De fato, não existe mais separação. Estou me fundindo na Unidade.

66. Ananda loka: plano de bem-aventurança

Todos os sentimentos se transformam em um só quando se percebe o Uno que está em tudo. Eu mesmo sou ser, consciência e bem-aventurança, sat-chit-ananda. Somente aquele que discerniu isto pode compreender.

67. Rudra loka: bem cósmico

Sem destruir a identidade centrada no ego, o Yoga, a verdadeira União é impossível. Se a criação é vontade divina, também o é a preservação e a destruição. Entendendo isto estou a um passo da consciência cósmica. Posso transmutar alquimicamente minha energia e envia-la de volta a reconhecer sua fonte.

68. Vaikuntha loka: Consciência Cósmica

Qualquer que tenha sido o percurso kârmico escolhido entre as ilimitadas possibilidades do jogo, cheguei ao lar, à verdade que é a própria essência da criação. Aqui acaba o jogo. Posso voltar a nascer para continuar jogando, ou posso ajudar os demais jogadores. A escolha é minha.

69. Brahma loka: o Absoluto

Praticando a compaixão (daya) chego a morar aqui, livre de medos e karmas, porque posso perceber o princípio sutil que me une a todas as formas e a todos os nomes... mas sua percepção é temporária. O jogo está além da formas e deve continuar.

70. Sattva guna: harmonia da consciência

A atividade harmônica da consciência é a corda onde me equilibro interiormente. A atividade balanceada da consciência me sustenta livre, sem karmas. Ela é a síntese entre ação (rajas) e inatividade (tamas). Desta forma compreendo, como uma testemunha, que simplesmente estou fazendo meu papel no jogo.

71. Rajoguna: consciência em atividade

Alcancei o oitavo plano mas, sem poder perpetuá-lo na consciência cósmica, fico novamente atraído pela ação. Neste plano, a atividade é como um espelho de minha consciência. Mas agir pressupõe a existência de alguém que age e a ação pode produzir dor, desejo e conflito.

72. Tamoguna: inconsciência

A inconsciência é a última casa do jogo. Aqui começa um novo jogo. O atributo da inconsciência é a escuridão, que predomina à noite. Sua natureza é a inércia. Aqui deixo a fileira das forças cósmicas e volto para a terra para descobrir a verdade, percorrendo um novo caminho. Compreendendo isto, relaxo e vejo a vida como um jogo. Não tenho outro objetivo. Só o jogo pelo jogo.

© Copyright: Harish Johari

© Copyright da tradução: Pedro Kupfer



Edição em português online em www.yoga.pro.br, novembro de 2005

Texto original por Harish Johari, do livro Leela, the game of self knowledge



Adaptação e tradução por Pedro Kupfer

Artigo retirado do web site: http://www.yoga.pro.br/

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Seus Pontos Fracos - Dr. Wayne Dyer


Já parou pra pensar que você pode estar viciado no sentimento de tristeza, orgulho, medo... Que simplesmente você faz escolhas baseado na sua baixa-estima: no seu complexo de inferioridade? A relevância desse assunto se dá pelo fato de que VOCÊ e não OS OUTROS é o verdadeiro responsável pelas suas escolhas, quer sejam elas boas ou ruins. O fato é que sempre tomamos uma atitude baseados na emotividade do medo. Temos medo de tentar, pois fomos criados sob uma cultura do conformismo. Temos medo de SER pois, quem é, tem que assumir a responsabilidade de ser... Então te pergunto: quais são os seus pontos fracos? sentimento de culpa, medo do desconhecido, fuga das responsabilidades, dependência, viver no passado, sentir-se injustiçado, raiva, se auto-destruir... Quais são as fraquesas que te causam o reflexo do fracasso emocional, financeiro e social? Já pensou que você pode estar sendo prisioneiro de você mesmo, vivendo sob condições de humilhação, medo, angústia e isso tudo porque você cisma em uma auto-preservação, cuja lei foi imposta a você sem uma avalição prévia do que VOCÊ realmente precisa para viver e não o que os outros querem e da forma que eles querem? Ou seja, temos que ter a aprovação dos outros, o tempo dos outros, a forma de vida dos outros. Não estou me referindo a vivermos fora da lei ou implatarmos uma "justiça com as proprias mãos". Vivemos em uma sociedade e como tal somos regidos por ela, sob leis, costumes, tradições... contanto que as mesmas nos deêm a justiça igualitária sob o regimento do respeito humanitário. Mas somos capazes de sermos únicos, com nossos pontos de vistas diferentes e de assumirmos as nossas responsabilidades: emocional, financeira, social. Refino-me aos nossos comportamentos perante a nós mesmos, as nossas ESCOLHAS! A errar e a se levantar, a gostar de si mesmo, a ser mais um realizador do que crítico, a se motivar pelo seu potencial de crescimento e não pela retificação dos seus erros. Você tem uma escolha: ou vive ou morre em vida. Assumir o comando de si próprio abandonando seus medos, suas frustações (onde muitas delas não passam de fantasias suas!) seus traumas. Você é o dono do seu destino. O seu presente é o reflexo do seu futuro onde o passado se faz enterrado. O presente é que é o teu guia. Somos bombardeados por propaganda, por vários outros meios de como temos que nos comportarmos socialmente; desde a roupa, perfumes até o nosso único meio de vida: a mente! A nossa mente é a nossa vida em espirito, alma, essencia.É a força motriz, é a geradora de energia, a fonte de nossas riquesas. E é com ela que podemos  disciplinar-nos de novo, reeducarmos, para atingir as nossas realizações, nossas metas. Lembre-se: A realidade imita a palavra.






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