A paz de Deus vem à mente quieta - UCEM

A paz de Deus vem à mente quieta - UCEM

"Não busque mudar o mundo, mas escolhe mudar a tua mente sobre o mundo" (UCEM)

"Não busque mudar o mundo, mas escolhe mudar a tua mente sobre o mundo" (UCEM)
O Perdão é a chave para a Felicidade... Nada real pode ser ameaçado. Nada irreal existe. Nisso está a Paz de Deus.

Um Curso em Milagres

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Liberação do apego....




O amor é a única libertação do apego. Quando você ama tudo, não está preso a nada.

de O Livro de Mirdad, de Mikhail Naimy
 
Compartilhado pelo Blog Palavras do Osho.
Imagem: Internet

terça-feira, 5 de abril de 2011

A SABEDORIA DO DESAPEGO...


 

Bom é agir e bom é abster-se da atividade; tanto isto como aquilo conduz à meta suprema. Mas, para o principiante, melhor é agir corretamente. O verdadeiro renunciante é somente aquele que nada deseja e nada recusa, inatingido pelos opostos, tanto no seu agir como no seu desistir; não afetado nem por esperança nem por medo. Os ignorantes tecem teorias sobre o agir e o conhecer, como se se tratasse de duas coisas distintas: mas os sábios estão convencidos de que quem faz isto, não deixa de colher os frutos daquilo.

O reino da quietude que os sábios conquistam pela meditação é também conquistado pelos que praticam ações; sábio é aquele que compreende que essas duas coisas – a consciência mística e a ação prática – são uma só em sua essência. Difícil tarefa, herói, é alcançar o estado de renúncia sem ação e sem que o espírito da fé penetre o coração. O sábio que, pela força da verdade, renuncia a si mesmo, integra-se em Brahman. Esse é puro de coração, forte no bem e senhor de todos os seus sentidos; a sua vida está a serviço da vida de todos, e ele realiza todas as ações sem ser escravizado por nenhuma delas. Porquanto reconhece que não é ele que age, quando vê, ouve ou sente. Pois, quando vê ou ouve, cheira ou come, dorme ou respira, quando abre ou fecha os olhos, quando dá ou recebe ou exerce outro ato sensório qualquer – não são senão seus sentidos que operam com esses objetos externos.

Quem tudo faz sem apego ao resultado dos seus atos faz tudo no espírito de D'eus e, como a flor de lótus, incontaminada pelo lago em que vive, permanece isento do mal. Com todas as forças do espírito, da mente, do coração e do corpo luta o yogui pela purificação de sua alma, sem nada buscar para si mesmo em tudo o que faz. Quem a tudo renuncia, jubiloso, alcança, já agora, a mais alta paz do espírito; mas quem espera vantagem das suas obras é escravizado pelos seus desejos. O sábio que, em corpo terrestre, se libertou do egoísmo, habita, mesmo quando age, no céu da sua paz, na “cidade dos nove portais”; não tem desejos, nem induz outros a terem desejos. O Senhor do Universo não cria a ação nem o impulso de agir, nem o desejo dos frutos da atividade – tudo isso nasce da natureza finita do indivíduo.

O Senhor do Universo não toma sobre si as culpas dos homens, porque está acima de todas as ações, perfeito em si mesmo. Erram os homens por sua própria ignorância, porque a luz da verdade está envolta nas trevas da ilusão. Mas quando as trevas cedem à luz, amanhece o dia, e, assim como o sol em pleno esplendor, revela-se ao Ser Supremo. Quem se integra no Ser Supremo e nele repousa está livre da incerteza e trilha caminho luminoso, do qual não há retorno, porque a luz da verdade o libertou do mal. Quem vive na luz da Verdade vê D'eus em todos os seres. Os que estão firmes na luz da verdade venceram o mundo, já aqui na terra, pela fé na harmonia universal; porquanto Brahman transcende todas as condições da dualidade, habitando na suprema unidade – quem o conhece, repousa em Brahman.

Quem vive firmemente consolidado na consciência de Brahman não sucumbe à alegria, na prosperidade, nem à frustração, na adversidade – mas remonta à claridade sem nuvens e se integra na Divindade. Quem preserva sua alma livre de todas as coisas que vêm de fora realiza o seu verdadeiro EU, atinge a Paz Profunda, a beatitude do verdadeiro ser. As alegrias que brotam do mundo dos sentidos encerram germes de futuras tristezas; vêm e vão; por isso, ó príncipe, não é nelas que o sábio busca a sua felicidade. Feliz é aquele que, durante a vida terrestre, consegue libertar-se dos impulsos que geram paixão e ódio, estabelecendo-se firmemente no espírito da união com D'eus. É ele, na verdade, um santo, que encontra o céu dentro de si mesmo. Todos os que, libertos de ódio e paixões, fortes na humildade e iluminados pela fé, superaram o seu ego humano e realizaram em si o Eu divino, todos eles se aproximaram da verdadeira Paz em D'eus.

O yogui que habita na luz, que se abstém do contato com o mundo dos sentidos, cujo olho espiritual se abriu e cuja respiração espiritual se sintonizou com a respiração corporal. Ele, que repleto da virtude de D'eus, governa o coração e a mente, e, sem egoísmo, anseia pela redenção – esse se libertou de si mesmo e vive na paz eterna, aqui e por toda a parte. Ele sabe, que EU SOU a Essência em todas as Existências; eu, o Imanifesto em todos os Manifestos: eu, a suprema e imutável Realidade em todos os mundos em incessante mutação; eu, refúgio e proteção de todas as criaturas. Quem isto sabe, encontrou a paz...
(d.a.)

Compartilhado por Christianne




quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Desapego - Caminho para a Transformação



O maior exemplo de desapego vem das abelhas. Após construírem a colméia, abandonam-na. E não a deixam morta, em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado sem preocupação com o destino que terá. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás.

Na VIDA DAS ABELHAS temos uma grande lição. Em geral O homem constrói para si, pensa no valor da Propriedade, tem ambição de conseguir mais bens, sofre e briga quando na iminência de perder o que "lutou" para adquirir.

"Onde estiver nosso coração, ali estarão nossos tesouros..." Assim, não pode haver paz uma vez que pensamentos e sentimentos formem uma tela prendendo o ser ao que ele julga sua propriedade. Essa teia não o deixa alçar vôo para novas moradas. E tal impedimento ocorre em vida ou mesmo após a morte, quando um simples pensamento como "Para quem vai ficar a minha casa?" é capaz de retê-lo em uma etapa que já podia estar superada. Ele fica aprisionado a um plano denso, perde oportunidades de experiências superiores.

Para o homem, tirar a vida de animais e usá-los como alimento é normal. Derrubar árvores para fazer conservas de seu miolo, também. Costuma comprar o que está pronto e adquirir mais do que necessita. Mas as abelhas fabricam o próprio alimento sem nada destruir e, ainda, doam a maior parte dele.

A lição das abelhas vem do seu espírito de doação. Num ato incomum de desapego, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam, sem preocupação se vai para um ou para outro. Deixam o melhor que têm, seja para quem for - o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou de dirigir a doação para alguém da nossa preferência.

Se queremos ser livres, se queremos parar de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos abrigar em nós um único desejo: o de nos transformar. O exercício é ter sempre em mente que nada nem ninguém nos pertence, que não viemos ao mundo para possuir coisas ou pessoas, e que devemos soltá-las. Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda. Adquirimos visão mais ampla.

O sofrimento vem quando nos fixamos a algo ou a alguém. O apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. E se não abrimos mão do velho, como pode haver espaço para o novo?



Nice Ribeiro

Fonte: Boletim de SINAIS - nº 6 - Figueira

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Vida iluminada


Não-resistência, não-julgamento e desapego são os três aspectos da verdadeira liberdade e de uma vida iluminada.

Eckhart Tolle
Imagem: Internet

sábado, 3 de julho de 2010

Renúncia e desapego




A necessidade da renúncia

É realmente muito estranho que as pessoas sofram tanto e ainda assim não despertem, mas se prendam a todos os tipos de falsas identificações. O mundo inteiro está preso pelo desejo de riqueza e sexo. As pessoas fazem disto a meta de suas vidas e ao final sofrem. Identificando-se com nosso corpo e com os outros corpos nos prendemos em todos os tipos de envolvimentos emocionais e criamos sofrimento sem fim. É claro que há muitas pessoas que parecem gostar de tudo isto. Como na parábola de Sri Ramakrishna, o camelo come arbustos espinhosos que sangram a sua boca, mas continua a comê-los da mesma forma.2 Mas um aspirante espiritual não pode viver desta forma. Ele fixou para si mesmo um ideal elevado e por isso não pode perder-se em envolvimentos mundanos. Por isso começa a pensar profundamente sobre renúncia e desapego.

A renúncia é o tema central da vida espiritual em todas as religiões. Renúncia da riqueza e da cobiça, do sexo e da luxúria e do egoísmo – esta tríplice renúncia é invariavelmente enfatizada em todas as escrituras e por todos os homens verdadeiramente espirituais. Sem renúncia não há vida espiritual. E renúncia não significa apenas a renúncia externa, mas também a renúncia mental. Devemos renunciar a todo nosso apego ao nosso próprio corpo e mente e aos dos outros, e tornar-nos verdadeiramente desapegados de todos os modos. Não é suficiente se fizermos isto somente com relação a certas coisas e pessoas, enquanto tentamos nos prender a outros ainda mais. É fácil evitar certas coisas ou pessoas de quem não gostamos e chamar isto de renúncia. A verdadeira renúncia é a mudança de atitude em relação a tudo.

Por que a renúncia é necessária? Por que devemos praticar tanto o desapego? As práticas espirituais jamais poderão ser executadas com sucesso sem abandonar as velhas associações com coisas e pessoas que não auxiliam ao aspirante. Somente quando estivermos preparados para renunciar nossos desejos e paixões e nosso apego aos outros, seja na afeição ou na aversão, poderemos praticar a verdadeira religião com bons resultados e poderá haver progresso. Nunca permita que sua mente o engane sobre este ponto. A mente sempre tenta apresentar alguma razão plausível para que não possamos renunciar esta ou aquela coisa, para que nós possamos estar na companhia de tal ou qual pessoa, de que é nosso dever conversar com ele ou com ela, etc. Nunca acredite em sua mente nestes casos. Ela sempre irá enganá-lo e tornar-se o porta-voz de seus desejos conscientes ou inconscientes. Portanto não precisamos apenas de japa, oração, meditação e outras práticas espirituais, mas também de renúncia. De fato japa e meditação só são efetivos na medida em que somos bem sucedidos em ter mais e mais da verdadeira renúncia e desapego. Quando estes dois – práticas espirituais e renúncia – são combinados, torna-se possível para nós controlar a mente e começar a limpar todos seus cantos sujos onde permitimos que se acumulasse todo tipo de imundície por eras e eras através de incontáveis nascimentos.

Demasiada mundanalidade é como o fogo. Ela queima o coração. Torna uma pessoa insensível aos valores espirituais. Uma pessoa mundana não pode apreciar a felicidade da vida espiritual. A faculdade da intuição torna-se tão inerte em uma pessoa mundana que não é mais sensível às vibrações mais elevadas. Ela não tem nenhuma idéia das verdades espirituais e apenas continua se banhando na poça suja de seus desejos e paixões.



Amor e apego

Coisas ou pessoas a quem amamos, atraem nossas mentes e criam apego, raiva ou aversão. Amor e aversão são apenas os dois lados da mesma moeda; nunca se engane sobre isto. Portanto eles pertencem à mesma categoria. Raiva ou aversão é amor ou apego voltado para baixo. Não é algo essencialmente diferente. Devemos eliminar todas as formas de apego e todas as formas de medo nos tornando desapegados e livres de gostos ou desgostos pessoais. Devemos ter simpatia sem ficar apegado. Não deveria haver jamais qualquer demanda pessoal sobre alguém ou o amor de alguém; nem deveríamos permitir que alguém tivesse qualquer exigência pessoal sobre nós ou sobre nossa afeição.

Devemos amar a Deus apenas e permitir que os outros fizessem o mesmo. Cristo diz, ‘Aquele que ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim, e aquele que ama seu filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim’3, e não há nada mais verdadeiro do que isso. E também é verdade que aquele que permitir que qualquer outra pessoa o ame mais do que ao Divino, não é digno do Divino, e jamais atingirá o Divino, por mais que possa tentar. Colhemos apenas o que semeamos e enquanto continuarmos a permitir que todos estes gostos e desgostos nos prendam e aos outros com as correntes do assim chamado amor, nos manteremos escravizados, trazendo sofrimento para nós mesmos e para outros. O sofrimento é a penalidade que pagamos por nossos apegos. Em alguns casos ele chega logo, em outros demora; mas todos devem pagar por seus erros.

Quando as pessoas nos amam, nos sentimos lisonjeados. Nós gostamos de atrair os outros, gostamos de ser amados por outros como objetos de gozo. Mas somos geralmente muito impulsivos e não pensamos que com isso criaremos apenas problemas para nós e para os outros e impediremos nosso progresso espiritual. Devemos ter dignidade e sermos cuidadosos. Devemos adotar uma atitude pela qual os outros não se atreverão a se aproximar de nós do modo errado. Eu falo isto especialmente para as senhoras. O conceito ocidental de cavalheirismo não tem lugar na vida espiritual.

Devotos e aspirantes espirituais são nossos queridos, pois somos todos ligados pela corda comum do divino Amor que é permanente. O amor pelos irmãos espirituais é muito mais intenso e benéfico que o amor mundano. Olhe para a relação que existiu entre os discípulos de Cristo, entre os discípulos de Sri Ramakrishna. Que amor terno, respeito mútuo e consideração existiram entre eles! Quando nós, ainda jovens, entramos em contato com os grandes discípulos de Sri Ramakrishna, também fomos profundamente atraídos pelo intenso, porém puro, e abnegado amor que derramaram sobre nós. Somente um homem espiritual pode ter amor real pelos outros. O assim chamado amor das pessoas mundanas é freqüentemente apenas auto-interesse refinado.

As almas iluminadas amam a todas as pessoas da mesma forma sem se apegarem a elas porque eles realizaram a verdade da famosa declaração do Upanishad:

Não é por causa do esposo que o esposo é amado,

Mas é por causa do Ser que o esposo é amado.

Mas é por causa do Ser que a esposa é amada.

Não é por causa dos filhos que os filhos são amados,

Mas é por causa do Ser que os filhos são amados...

Não é por causa de tudo que tudo é amado,

Mas é por causa do Ser que tudo é amado. 4



As vidas das almas iluminadas nos ensinam que a renúncia e o desapego não significam insensibilidade e indiferença. Insensibilidade não é desapego; não é nada além de egoísmo, apego ao seu próprio ego. Tente ajudar aos outros tanto quanto esteja em sua capacidade, tomando todas as precauções para se proteger e evitar não ficar apegado a eles. Se você não puder fazer isto, reze a Deus para o bem-estar deles. Se orar sincera e intensamente você verá a ajuda chegando a aqueles que você quer ajudar. Mas lembre-se, se você quiser rezar pelos outros, você deve sentir a si mesmo próximo a Deus. Se você não puder impedir a si mesmo de ficar apegado aos outros, é melhor não ajudá-los. É melhor se voltar para a oração. De fato todos os aspirantes sinceros devem incluir este tipo de oração pelos outros em suas práticas espirituais diárias.

Durante o período de transição da vida mundana para a vida espiritual, podemos sentir um pouco de indiferença pelos outros por algum tempo. Para proteger-nos podemos até cultivar uma atitude de indiferença, mas somente por um período curto. Se prender-se ao ideal da realização de Deus e levar uma vida pura, você descobrirá depois de algum tempo seu velho amor pelos outros retornar a você de uma forma purificada e sublimada, no qual apenas o apego foi eliminado e substituído por intenso amor por Deus. Então você ama aos outros por causa do Divino e não por qualquer propósito egoísta. Só isto é o verdadeiro amor. Devemos nos afastar de dois perigos: um é amar aos outros com amor humano e falsamente chamá-lo de ‘divino’ e o outro é ser demasiadamente indiferente até mesmo pelos sentimentos corretos e ser negligente com nossos deveres. Ambos são prejudiciais ao crescimento espiritual.



Os verdadeiros parentes

Quem são nossos verdadeiros parentes? Bāndhavāh Śivabhaktāśca (‘os devotos de Śiva são meus parentes’) diz Śamkara em um de seus hinos. 5 Muito freqüentemente aqueles a quem consideramos muito próximos e queridos são completos estranhos para nós. Eles vivem em um plano de pensamentos e nós em outro. Aqueles que são sinceros aspirantes espirituais e estão ansiosos para fazer rápido progresso espiritual deveriam aprender a viver como estranhos em suas próprias casas. Se seus amigos e parentes são bons e espirituais, você pode associar-se com eles. Mas se eles são mundanos e inclusive tentam arrastá-lo até eles, o único caminho aberto para você é afastar-se deles. Se você deseja seguir adiante e outros querem deitar-se, que mais você pode fazer?

Aqueles que vivem com parentes que são mundanos deveriam viver como hóspedes em uma casa de hóspedes. Eles devem abandonar a idéia de propriedade e ter a idéia de um administrador temporário. Você não deve jamais ter nenhuma exigência emocional sobre eles. Eles não são sua propriedade. Se você possuir algo, você dele possuí-lo como um administrador temporário, não como um proprietário, e administrá-lo em nome do Senhor.

Aprenda a desenvolver a verdadeira perspectiva com relação a sua família. Liberte a mente de todas as velhas associações conectadas com formas puramente humanas de amor e aversão, conectadas com apego e sexo; somente então a verdadeira prática espiritual se tornará possível. Tudo antes disto é apenas uma tentativa de prática espiritual e nada mais. Quando menino eu era muito sentimental. Eu costumava me apegar terrivelmente às pessoas após um dia ou dois de contato. Eu também me extasiava por todo amor e afeição por mim de meus pais, parentes e amigos, e costumava pensar muito neles. Ao final eu não pude suportar todos estes sentimentos mais e firmemente disse a mim mesmo: ‘Isto tem que mudar’. Então me voltei para o Impessoal mais e mais. Somente o pensamento do Supremo Espírito que mora em todos os seres pode libertar-nos de nosso apego às pessoas. Você deve pensar este pensamento tão intensamente até que ele se torne uma realidade para você, algo que é vívido e permanente. Isto sustentará você mesmo quando todos os seus pensamentos sobre as outras pessoas estourem como bolhas mais cedo ou mais tarde.



A raiva é tão prejudicial quanto o apego

A raiva é tão prejudicial quanto o apego, de fato é a mesma coisa. O apego e a raiva são apenas as duas faces da mesma moeda, como eu disse antes. Nunca se engane pensando que um é melhor que o outro. Ambos são correntes e degradam ao ser humano, impedindo-o de se elevar à sua verdadeira estatura. Ambos devem ser renunciados.

Vamos discutir a questão da raiva. Por que ficamos com raiva? Somente por que alguém ou algo está no caminho do que achamos ser o objeto de nosso gozo. Esta é a única razão para toda a nossa raiva. Sempre descobrimos que a raiva está intimamente conectada com um ego muito valorizado ou um forte senso de personalidade. Sem este forte senso do ego e um excessivo desejo pelo gozo, físico e mental, a raiva jamais poderia nem mesmo surgir em nossos corações. Portanto este ego, este desejo pelo gozo, é a única causa de termos raiva. Se não desejarmos nenhum gozo, se não esperarmos nada de ninguém, mas apenas dar e agir sem nunca esperar qualquer recompensa, jamais poderá surgir qualquer raiva. Portanto devemos ficar com raiva de nossa raiva, e não com outros. Devemos ter uma raiva terrível de nossos desejos pelo gozo dos sentidos e não com os objetos propriamente ditos. O único modo prático é sublimar a raiva e finalmente eliminá-la. E sem eliminar a raiva e outros males associados, jamais poderemos fazer qualquer progresso na vida espiritual. A luxúria e a raiva são os maiores inimigos no caminho espiritual. Portanto eles deveriam ser cuidadosamente evitados por todos os aspirantes.

Assim, onde quer que haja raiva existe algum apego, algum desejo excessivo ou afeição. Verdadeiramente falando, sem apego a alguma pessoa ou coisa jamais poderá surgir qualquer forma de raiva. É apenas nossa perversa vontade de gozar que traz a raiva. Mas isto deveria ser compreendido mais num sentido sutil do que de num sentido grosseiro. Não precisa necessariamente ser qualquer desejo por formas grosseiras de gozo que se encontra na raiz da raiva.

Algumas pessoas se tornam agressivas quando praticam renúncia. Isto ocorre porque quando a força do apego é reduzida, a força da raiva se torna mais forte. Muitos aspirantes espirituais se tornam facilmente irritáveis nos primeiros estágios de sādhanā. Esta é uma reação às tentativas frágeis de renúncia que fazem. A renúncia externa nem sempre é seguida pelo desapego interno. O apego interno entra em conflito com a renúncia externa e conduz às tensões. A verdadeira renúncia deve ser a renúncia do apego e da raiva.

Somente quando começamos a praticar a verdadeira renúncia é que realizamos que tipo de vida miserável nós estivemos vivendo até então. Também realizamos que é a força do passado agora o maior obstáculo. Isto leva ao remorso e ao arrependimento. Deve existir certa quantidade de saudável autocrítica, mas ela nunca deveria se tornar destrutiva ou terminar em emocionalismo negativo. Não diga, ‘Ó, que pecador, que criatura desprezível eu sou!’, mas aprenda a dizer, ‘Se eu cometi erros no passado, já acabou. Que eu saiba que fiz algo errado, mas que não fique pensando sobre isto. Que eu vire uma nova página e faça melhor no futuro, que eu seja mais atento no futuro e aprenda a ser um ser humano ao invés de um animal’. Este é o modo correto. Quer sejamos jovens ou velhos, devemos todos renascer no mundo do Espírito e começar nossa marcha em direção à Verdade.


Swami Yatiswarananda 1


(Capítulo 10 do livro Meditation and Spiritual Life; Páginas 120 a 125)

http://www.estudantedavedanta.net/meditacao_e_vida_espiritual.htm

Imagem compartilhada por Elci.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Desapego - Caminho para a Transformação





O maior exemplo de desapego vem das abelhas. Após construírem a colméia, abandonam-na. E não a deixam morta, em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado sem preocupação com o destino que terá. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás.
Na VIDA DAS ABELHAS temos uma grande lição. Em geral O homem constrói para si, pensa no valor da Propriedade, tem ambição de conseguir mais bens, sofre e briga quando na iminência de perder o que "lutou" para adquirir.
"Onde estiver nosso coração, ali estarão nossos tesouros..." Assim, não pode haver paz uma vez que pensamentos e sentimentos formem uma tela prendendo o ser ao que ele julga sua propriedade. Essa teia não o deixa alçar vôo para novas moradas. E tal impedimento ocorre em vida ou mesmo após a morte, quando um simples pensamento como "Para quem vai ficar a minha casa?" é capaz de retê-lo em uma etapa que já podia estar superada. Ele fica aprisionado a um plano denso, perde oportunidades de experiências superiores.
Para o homem, tirar a vida de animais e usá-los como alimento é normal. Derrubar árvores para fazer conservas de seu miolo, também. Costuma comprar o que está pronto e adquirir mais do que necessita. Mas as abelhas fabricam o próprio alimento sem nada destruir e, ainda, doam a maior parte dele.
A lição das abelhas vem do seu espírito de doação. Num ato incomum de desapego, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam, sem preocupação se vai para um ou para outro. Deixam o melhor que têm, seja para quem for - o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou de dirigir a doação para alguém da nossa preferência.
Se queremos ser livres, se queremos parar de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos abrigar em nós um único desejo: o de nos transformar. O exercício é ter sempre em mente que nada nem ninguém nos pertence, que não viemos ao mundo para possuir coisas ou pessoas, e que devemos soltá-las. Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda. Adquirimos visão mais ampla.
O sofrimento vem quando nos fixamos a algo ou a alguém. O apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. E se não abrimos mão do velho, como pode haver espaço para o novo?

Nice Ribeiro
Fonte: Boletim de SINAIS - nº 6 - Figueira


Texto compartilhado pela amiga Maria Oliveira

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Equilíbrio




"Aquele que absorve valores espirituais faz esforço sincero para aprender a arte do equilíbrio. Ele tem a consciência de ser grande, por ser filho de Deus, mas tem o mesmo grau de humildade. Ele é efetivo e claro na fala mas é silencioso quando precisa. Ele tem a simplicidade e despreocupação de uma criança, a maturidade e responsabilidade de um adulto. Ele é amoroso por natureza mas também possui a lei. Ele está no mundo mas age com um espírito de desapego. Sua personalidade tem um tipo especial de magnetismo que atrai as pessoas. Sua natureza é doce e suas ações são doadoras de paz."
Brahma Kumaris:
Imagem: internet

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Wu-Wei O fazer pelo não- fazer





O Tao e o Zen não são diferentes. Eles diferem somente quanto a suas origens. A filosofia do Tao surgiu na China antiga com o grande mestre Lao-Tzu. E o Zen nasceu com a transferência da flor das mãos de Buda, para as mãos de Mahakashyapa. Mas ambos dizem respeito à mesma Verdade já revelada: Aquilo que não pode ser expresso pelas palavras... Àquela única coisa que É. E é justamente pela impossibilidade de Isto não poder ser expressado que os mestres preferem dar ênfase ao silêncio, e não dizer nada: pelas palavras você não pode alcançar. Palavras só ajudam até um certo ponto. Assim, o Ser muitas vezes é retratado por palavras que indicam passividade e até mesmo conotações negativas. Por exemplo: muitos mestres dão ênfase ao Ser através da palavra "Não-Manifesto". A expressão Não-Manifesto tenta, através de uma negativa, expressar aquilo que não pode ser falado, pensado ou imaginado. Ela aponta para o que É quando diz o que não é. Logo, dizer Não-manifesto significa se referir ao Ser. Esses jogos de palavras, positivos e negativos, tentam fazer com que você não se prenda a nenhuma destas expressões e nem comece a acreditar nelas, pois elas não passam de indicadores, de setas apontando para o alvo. Assim, não se agarre às expressões positivas, nem às negativas... o caminho é o do meio. O caminho é aquele que não pode ser constatado, aquele que não se pode ver. E o Taoísmo diz: "Não faça!". Ele gosta muito da expressão "não-fazer". A não-ação constitui a força criadora de toda atividade, de toda a existência. Não há como explicar a Existência fundamentando-a em princípios e teorias -- a começar pela já-existência deles. A Existência só pode ser "explicada" (compreendida) a partir da Não-Existência. E quando alguém aprende a perceber/contemplar ambos, aí é possível adentrar o caminho do meio: o ponto que está exatamente no centro, entre o existir e o não-existir. Então a existência e a não-existência tornam-se UM só. E assim se sucede com o Fazer. O verdadeiro fazer só pode ser compreendido a partir do não-fazer. Este "não-fazer" corresponde ao "sentar sem nada fazer" do Zen.No Taoísmo se diz "wu-wei".Conseguir se entregar ao momento presente - de forma total - é o que é preciso para começar a vivenciar o "fazer pelo não-fazer". O homem não precisa se preocupar com problema algum que possa vir a surgir eventualmente. Todo problema é coisa da mente. Entregue-se no momento do fazer. Ao fazer arroz, você não tem que fazer um arroz delicioso, você não tem que agradar quem irá comer, você não tem que acabar rápido para fazer a salada. A única coisa que você tem é não ter de se preocupar com nada... é “não ter que” nada.A mente acha que ela precisa "fazer um arroz delicioso" e agradar alguém. Olhe quanta energia a mente dessa pessoa está desperdiçando! Ela poderia, simplesmente, ir lá e fazer o arroz. E, no momento certo, em cada instante do tempo presente, todas as questões que fossem surgindo (inclusive a intenção de deixar o arroz delicioso) seriam naturalmente cumpridas... sem esforços... sem preocupações... sem nada! Tudo que é preciso é apenas tomar a decisão de fazer o arroz... ir lá, e fazê-lo.O ser humano está na ilusão de que ele é separado de tudo o que ele pode ver, sentir, tocar, ouvir, cheirar, etc. A ilusão ocorre porque o homem não acredita no AGORA; não consegue perceber o momento presente, em sua plenitude e, por isso, vive preso em sua mente. A mente não acredita no fácil; é bom que tudo seja difícil para ela; ela gosta de muitas complicações. Ela não gosta de ficar sem fazer esforço, porque senão ela começaria a sumir. Ela é muito egoísta. Ela cria muitas dificuldades e sofrimentos para você e para ela mesma -- mas pelo menos assim ela pode continuar existindo.Uma vez que alguém alcance este "fazer, não fazendo", essa pessoa se encontra. Ela se sente realizada com seja lá qual for a atividade que ela esteja desempenhando. "Fazer arroz" é apenas um exemplo. Conseguir manter esse estado em qualquer atividade que você esteja fazendo, vai lhe trazer uma grande realização. Você conseguirá se divertir com qualquer situação que você esteja vivenciando -- você pode estar satisfeito no início, durante, ou no final dela. É muito melhor, pois a satisfação não é encontrada apenas no final da atividade, quando o objetivo dela é alcançado. Alcançar objetivos é coisa da mente. E, para ela alcançá-los, muito sofrimento será criado para você.
História Zen:
Uma cidade havia entrado em guerra e tinha sido devastada pelos inimigos. Toda população havia fugido, pois o comandante do exército inimigo estava se dirigindo para lá. Somente um mestre zen não fugiu, permanecendo na cidade. Quando o exército inimigo chegou, viu que não havia ninguém, exceto aquele pobre senhor que estava sentado no meio da cidade, observando tudo o que havia acontecido. O comandante se aproximou do velho e lhe disse: "Ei velho, você o que você ainda está fazendo aqui? Por que não abandonou a cidade?"... e o velho nada respondeu, apenas sorriu ao comandante. Este, vendo que o velho não se incomodava com nada, lhe disse: "Você é muito corajoso por estar aqui. Você tem idéia de quem sou eu?... Eu sou aquele que pode lhe tirar a vida a qualquer momento!". E o velho lhe respondeu: "E você tem idéia de quem eu sou? Eu sou aquele que pode ter a vida tirada por você, a qualquer momento."
DESAPEGO DE TUDO. É nisso que consiste essa pequena historinha. Se você não estiver apegado, você pode enfrentar qualquer situação sem preocupação alguma. Diante de uma pessoa assim, até um comandante inimigo é um derrotado. A idéia do apego existe, porque a mente faz você achar que você é alguém, com idéias, conceitos, pensamentos, conhecimentos através dos sentidos. Mas até mesmo os sentidos não podem captar quem você realmente é, e eles o enganam. Você tem a idéia de que você é alguém porque sua mente acredita em muitas coisas. Mas a verdade é que você não é NADA. Você é NADA; o arroz delicioso é NADA. É por isso que, quando você está totalmente focado no momento presente, você pode ser o arroz, e o arroz pode ser você. Da próxima vez que for fazer o arroz, ou qualquer outra coisa, experimente fazê-lo com o mesmo espírito desapegado daquele mestre zen. Esteja receptivo a esse estado de espírito e diga ao arroz: "Você sabe quem sou eu? Eu sou aquele que está fazendo o arroz" E você sabe quem é o arroz? Ele é aquele está sendo feito por você. Ambos vocês estarão se completando um ao outro. Vocês estarão se complementando; e estarão em tal harmonia que não haverá mais você e o arroz: apenas a atividade de você estar fazendo o arroz; e do arroz estar sendo feito por você... tudo será uma coisa só. Não se iluda: é somente a mente que faz você perceber que você é uma pessoa (um cozinheiro, um cientista, um professor, um médico, um guerreiro, um pobre velho etc.). Aquele mestre zen, não se percebia como um homem velho que havia ficado numa cidade destruída -- Ele não era aquilo. A sua mente pode dizer que ele é um velhinho que ficou para trás; mas ele não é isso. Naquele momento, aquele homem era alguém que poderia ter a vida tirada pelo comandante a qualquer momento; só isso,e nada mais. Depois que o comandante fosse embora, ele não seria mais "alguém que poderia ter a vida tirada a qualquer momento"... ele seria outra coisa condizente com o momento presente dele. É importante compreender esse ponto.Portanto, não tente definir nada. Sua mente pode dizer muitas coisas, mas a Verdade sobre você está sempre dentro do seu AGORA. Dentro do seu AGORA você é completo com o que quer que seja que você esteja fazendo; seja lavando o arroz, seja estando à beira da morte. Alcance a mesma profundidade da percepção daquele mestre zen sobre quem você é, e você poderá experimentar o verdadeiro estado de desapego. Ele lhe conduzirá diretamente ao wu-wei: o fazer pelo não-fazer. Isso é algo que só pode ser vivenciado AGORA. Preste atenção nos momentos presentes pelos quais você passa, instante a instante. E você se encontrará. Mais do que isso: você saberá quem você é. Sua vida será muito mais leve... muito mais satisfatória... muito mais bonita. A vida é bela! Todo instante é belo. Você pode se sentir realizado a cada instante que passa... e viver toda a sua vida dessa forma.Apenas lembrem-se de uma coisa: Este não-fazer a que o Tao se refere é muito genuíno. Ele é um verdadeiro Não-Fazer. Assim, você nada pode fazer com relação a ele. E se você tentar praticá-lo, se você tentar praticar o não-fazer, você estará FAZENDO. Eis aí o que deixa tudo bagunçado para aquele que está tentando alcançar a Verdade. Mas essa bagunça, este paradoxo, só pode ser superado se você puder colocar toda a sua totalidade e espontaneidade no seu viver.Espontaneidade significa deixar-se ser e agir de maneira natural. É permitir que tudo ocorra por si só, de modo que você não interfira em nada. Ao invés disso, você aprende a confiar nAquele que criou essa existência e deixa tudo aos cuidados dEle. Nessa entrega, você relaxa e a espontaneidade surge. Através da espontaneidade e de sua constante atenção nas coisas do dia-a-dia, você aprenderá o segredo de Não-Fazer coisa alguma autenticamente. E tudo o mais virá por acréscimo. Por meio do genuíno não-fazer, tudo é feito.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Desapego interior..





Aprender a observar os pensamentos com desapego é a maior arte da meditação. Quanto maior o desapego, quanto mais distante você estiver do seu processo de pensamento, mais em paz você estará.Então, a verdade é que você não precisa parar de pensar, mas precisa aprender a se desapegar dos pensamentos, e criar uma distância entre você e eles. Desapegar-se dos pensamentos, é notar que você não tem controle sobre eles, nem tem controle sobre pará-los. Mas pode aprender a observá-los, como nuvens brancas que visitam você.

Swami Sambodh Naseeb.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A coragem de queimar as naus


Agátocles, Tirano de Siracusa, numa expedição marítima contra Cartago, ao desembarcar, mandou queimar todos os seus próprios navios e marchou contra Cartago, cujos habitantes, derrotou. Fez isso para anular – para si próprio e a seus comandados – qualquer possibilidade de fuga ou de voltar atrás. Sem os navios, seria impossível recuar.“Queimar as Naus” significa, pois, ir em frente, sem sequer poder pensar na possibilidade de voltar ou desistir. Há vários exemplos na história, de comandantes valorosos que fizeram a mesma coisa. Dizem que os Vikings faziam o mesmo – ao chegar num porto para invadir um território e conquistá-lo – queimavam seus navios para impedir qualquer possibilidade de recuo. “Queimar as Naus” significa, pois, vencer ou vencer!O que esta história pode nos ensinar para nossa vida pessoal, profissional e empresarial?Muitas vezes começamos um projeto; entramos numa nova empreitada; fazemos uma mudança forte em nossa vida pessoal e ficamos pensando no passado. Ficamos sempre com a dúvida se deveríamos ou não ter feito o que fizemos ou tomado a decisão que tomamos. Estamos sempre com um pé no cais e um pé no navio. Será que não vale a pena recuar? Não terá sido uma loucura esta decisão?
E aí, se os navios estiverem no porto a nos esperar, é muito provável que tenhamos a tentação – mais confortável e segura – de voltar, de recuar. Mas se queimarmos os navios (do passado), não teremos como recuar. Não haverá navios a nos esperar. Teremos que caminhar, ir em frente, acreditar, lutar, vencer.Assim, quando você tomar uma decisão, pense bem antes e uma vez tomada, queime as naus, ou seja, não pense mais no passado e vá em frente! Na empresa, quando lançamos um novo produto ou novo serviço temos que fazer absolutamente tudo para que tudo dê certo. Se ficarmos pensando na possibilidade de recuar, jamais empreenderemos o esforço total para vencer os desafios que por certo surgirão à nossa frente. É a mesma coisa na vida pessoal. Um funcionário que foi transferido para uma nova função em local diferente terá muitas dificuldades a enfrentar até que a total adaptação ocorra. Filhos, esposa, escolas, etc. tudo mudará. Se esse(a) funcionário(a) não “queimar as naus” ficará o tempo todo reclamando e lembrando os bons tempos do lugar onde morava e vivia. Assim, para vencer é preciso ter a coragem de “queimar as naus”. Pense nisso. Sucesso!
Luiz Marins


By Deluca!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009


Desapego, fé e amor – esses são os pilares sobre os quais a paz assenta. Desses, a fé é decisiva, pois sem ela toda a disciplina espiritual é inútil. Somente o desapego pode tornar efetiva a disciplina espiritual; o amor é o que conduz a pessoa rapidamente a Deus. A fé nutre a agonia da separação de Deus, o desapego a canaliza ao longo do caminho de Deus, e o amor ilumina o caminho. Deus lhe concederá o que você precisa e merece; não há necessidade de pedir e nem razão para se queixar. Esteja contente. Nada pode ocorrer contra Sua vontade.”

Sathya Sai Baba
Contribuição da amiga Elci

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

DESAPEGO




Quanto estamos presos a grilhões invisíveis? Esse está preso ao campo que comprou por milhões. Outro prendeu-se à fama que lhe consome a vida. Aquele lembra um louco em algemas de ouro. Há quem faça do amor um cativeiro em trevas. Se queres paz em Deus, desapega-te e ama.
Livro: Caminhos – Francisco Cândido Xavier -
Emmanuel

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Desapego 2

A imagem é um carinho da amiga Maria Olinda


"Precisamos de poder para permanecermos livres da influência dos outros. Desapego é esse poder. Se não conseguirmos ficar dasapegados, não conseguiremos controlar nossos pensamentos. Precisamos nos desapegar da identidade física e nos apegar a nossa personalidade espiritual: o ser de paz e poder interior. Desapego significa simplesmente manter-se centrado na própria espiritualidade."Dadi Janki

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

IMPERMANÊNCIA( Ensinamento Budista )




IMPERMANÊNCIA( Ensinamento Budista )



Não se apegue com nada, pois tudo está em constante mutação. As pessoas morrem, vão embora das nossas vidas, assim como os animais; as coisas estragam e também perecem... então, viva bem cada dia. Seja feliz com o que você tem, cada momento que você vive. Para praticar o desapego, você tem que ter em mente a impermanência de todas as coisas.

IMPERMANÊNCIA

Um dos princípios do ensinamento budista, e pilar de toda a sua filosofia, a IMPERMANÊNCIA é uma das lições mais caras e difíceis de aprendermos, e que deveríamos praticar todos os dias. Quase todo o sofrimento humano decorre do apego que mantemos pelas pessoas, objetos ou fatos que marcam a nossa vida. Reflita e veja a verdade nesta afirmação. Sabemos que tudo tem um fim, mas vivemos como se tudo fosse durar pela eternidade, por isso ainda nos espantamos com a morte, nos deprimimos com frustrações, sofremos com as traições, quase morremos com os rompimentos de relacionamento. Não é fácil aceitar a IMPERMANÊNCIA, nem desapegar-se de coisas tão queridas, mas como disse o mestre Dogen: "Ensinamento que não parece forçar alguma coisa em você, não é verdadeiro ensinamento". Pratique diariamente a IMPERMANÊNCIA, refletindo nas mudanças que já ocorreram com você e concentre-se na felicidade que é simples, mais simples do que imaginamos.Veja se você não está colocando seus sonhos em prateleiras altas, em tempos e lugares distantes demais. A felicidade costuma estar sempre perto de nós, nos lugares mais simples, ao alcance das mãos.Por isso, ainda hoje escutamos pessoas arrependidas dizerem: "Eu era feliz e não sabia". Você é feliz por estar aqui e deveria saber disso, sempre!

Texto de Paulo Roberto Gaefke

Postagem original no blog: http://gotinhasdesabedoria.blogspot.com/2008/06/impermanncia.html

Inspiração compartilhada por  http://corpomenteealmaempaz.blogspot.com/
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