A paz de Deus vem à mente quieta - UCEM

A paz de Deus vem à mente quieta - UCEM

"Não busque mudar o mundo, mas escolhe mudar a tua mente sobre o mundo" (UCEM)

"Não busque mudar o mundo, mas escolhe mudar a tua mente sobre o mundo" (UCEM)
O Perdão é a chave para a Felicidade... Nada real pode ser ameaçado. Nada irreal existe. Nisso está a Paz de Deus.

Um Curso em Milagres

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sábado, 24 de setembro de 2011

Dicas para viver plenamente o presente - (Eckhart Tolle )



"Quando olhamos para a trajetória pessoal de vários mestres, é comum percebermos um momento de ruptura que os tirou da vida cotidiana, fez com que passassem por uma profunda crise existencial - a que muitos autores chamam de "noite escura da alma" - para que, então, despertassem e encontrassem seu verdadeiro caminho.

Com Eckhart Tolle, nascido na Alemanha e graduado na Inglaterra, não foi diferente. Ele mesmo conta, na introdução de seu primeiro livro, O Poder do Agora (Sextante), que, até os 29 anos, vivia em um estado de constante ansiedade, intercalado por períodos de depressão profunda. Foi então que, numa madrugada, acordou com a sensação de pânico mais intensa que já havia experimentado. Inconsolável, não via a menor razão para sua existência. Uma frase não lhe saía da cabeça: "Eu não posso continuar a viver comigo mesmo". De repente, teve uma espécie de insight: se existe um "eu" e um "comigo mesmo", pode ser que apenas um deles seja real.

Assustado com tal percepção, ele notou que o fluxo de seus pensamentos havia parado. Em seguida, um turbilhão de energia tomou conta de seu corpo, que começou a tremer. A frase que lhe vinha agora era: "Não resistas a nada". No dia seguinte, ainda sob o efeito do que tinha acontecido, Eckhart Tolle passou a olhar para tudo como se fosse a primeira vez, maravilhado com a beleza de cada detalhe da vida. Ele se havia dado conta de que a identificação com um "eu" infeliz é apenas uma ficção criada pela mente. Durante dois anos, viveu nesse estado de contemplação e intensa alegria interior. Não tinha casa, emprego, posição social definida e nem mesmo relacionamentos.

Sua condição despertou a curiosidade de muita gente em Londres, que começou a procurá-lo para saber como atingir tamanha paz e plenitude. Tolle lhes dizia que todos nós conservamos esse estado em nosso interior e, portanto, somos capazes de nos iluminar aqui e agora. O único problema está na mente, que faz barulho demais e sempre responsabiliza outras pessoas ou situações por nossa dor. O sofrimento é causado justamente pelo fato de estarmos muito apegados às mágoas e lembranças do passado ou preocupados em tentar controlar o futuro. Nosso grande equívoco seria acreditar que somos nossa mente. Para ele, possuímos uma natureza verdadeira que só pode ser acessada se estivermos completamente presentes no agora.

E foi assim que ele se tornou mestre espiritual e passou a ministrar palestras, realizar workshops e seminários, dar aulas de meditação e fazer aconselhamentos individuais.

Convite ao despertar

"A causa principal da infelicidade não é a situação em si, mas os pensamentos sobre ela. Fique atenta ao que você tem pensado. Separe isso da situação real, que é simplesmente o que é. Em vez de contar histórias, fique apenas com o fato. 'Tenho 50 centavos em minha conta no banco' é um fato. ‘Estou arruinada’ é uma história. Isso a limita e impede que realize uma ação efetiva. Encarar a verdade é sempre fortalecedor."

"Observe a voz em sua cabeça - talvez neste momento ela esteja falando algo -, e reconheça que é a voz do ego, nada mais que um pensamento. Sempre que você a percebe, também pode notar que você não é essa voz, mas aquela que está consciente dela. Dessa maneira, começa a libertação do ego."

"Para onde quer que você olhe, há uma série de evidências sobre a veracidade do tempo - uma maçã que apodrece, seu rosto no espelho comparado a uma foto de 30 anos atrás -, mas, por outro lado, você nunca o experimenta em si. Você só vivencia o instante presente."

"Por que a ansiedade, o estresse e a negatividade aparecem? Porque você sai do presente. E por que você faz isso? Porque pensa que alguma outra coisa é mais importante. Um pequeno erro, uma percepção equivocada cria um mundo de sofrimento."

"As pessoas acreditam que dependem dos acontecimentos para ser felizes. Elas não se dão conta de que os fatos são o que há de mais instável no Universo. Elas olham para o agora como se ele tivesse sido danificado por algo que sucedeu, e não deveria, ou como se estivesse incompleto porque um fato importante não ocorreu. Então, elas perdem a profunda perfeição inerente à vida, a que está além do que se realiza, ou não. Aceite o momento presente e descubra a excelência intocada pelo tempo." "

 
http://mdemulher.abril.com.br/bem-estar/reportagem/viver-bem/dicas-viver-plenamente-presente-639469.shtml

Texto garimpado no blog:  http://conscienciaeusou.blogspot.com/2011/09/dicas-para-viver-plenamente-o-presente.html
Foto: Dreamstime

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O que é meditação?



MEDITE E ENTENDA A SI MESMO! 
É possível entender a si mesmo através da meditação? A meditação seria o caminho para alcançar novos horizontes e entender o significado da vida? Ainda que você seja novato na prática da meditação, este guia simples poderá transformar a sua vida para sempre. Neste DVD, o seu professor de meditação será ninguém menos que Eckhart Tolle, o autor cujos best-sellers O Poder do Agora,  O Poder do Silêncio e Um Novo Mundo venderam mais de 10 milhões de exemplares. Em 1977, aos 29 anos, após uma longa luta com uma depressão que o levou à beira do suicídio, Eckhart Tolle passou por uma profunda transformação interna que o deixou com um milagroso e duradouro sentido de paz interior.  Desde então, ele se dedica ao trabalho de ajudar os outros a conquistarem a mesma paz interior através da meditação. Entre as celebridades que admiram e seguem os ensinamentos de Tolle encontram-se a apresentadora Oprah Winfrey e os atores Jim Carrey e Meg RyanDescrito como "a pessoa com a maior influência espiritual no mundo" pelo Watkins Review e "o autor espiritual mais vendido dos EUA" pelo New York Times,  agora Eckhart Tolle será o seu guia para alcançar a paz interior através da meditação.   

terça-feira, 7 de junho de 2011

Reflexão....



Um ponto essencial do despertar é a identificação daquela parte em nós que ainda não se modificou.

Eckart Tolle

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ego - el Falso yo - Eckhart Tolle








 Para ouvir a palestra completa, visite os videos relacionados:

Eckhart Tolle parte 1 conferencia La Nueva Consciencia 2007 spanish 

Eckhart Tolle - Parte 1 - El florecer de la consciencia humana



Audio livro de Eckhart Tolle em espanhol.

Um novo mundo - O despertar de uma nova consciência

Para os outros capítulos visite os vídeos relacionados.


















terça-feira, 26 de outubro de 2010

A origem do medo


A doença psicológica do medo não está presa a qualquer perigo imediato concreto e verdadeiro. Manifesta-se de várias formas, tais como agitação, preocupação, ansiedade, nervosismo, tensão, pavor, fobia, etc. Esse tipo de medo psicológico é sempre de alguma coisa que poderá acontecer, não de alguma coisa que está acontecendo neste momento. Você está aqui e agora, ao passo que a sua mente está no futuro. Essa situação cria um espaço de angústia. E, caso estejamos identificados com as nossas mentes e tenhamos perdido o contato com o poder e a simplicidade do Agora, essa angústia será nossa companhia constante. Podemos sempre lidar com uma situação no momento em que ela se apresenta, mas não podemos lidar com algo que é apenas uma projeção mental. Não podemos lidar com o futuro.

Além do mais, enquanto estivermos identificados com a mente, o ego regerá as nossas vidas. Por conta da sua natureza ilusória e apesar dos elaborados mecanismos de defesa, o ego é muito vulnerável e inseguro e vê a si mesmo sob constante ameaça. Esse é o caso aqui, mesmo que o ego seja muito confiante, em sua forma externa. Agora, lembre-se de que uma emoção é a reação do corpo à mente. Que mensagem o corpo está recebendo permanentemente do ego, o falso eu interior construído pela mente? Perigo, estou sob ameaça. E qual é a emoção gerada por essa mensagem permanente? Medo, é claro.

O medo parece ter várias causas. Tememos perder, falhar, nos machucar, mas em última análise todos os medos se resumem a um só: o medo que o ego tem da morte e da destruição. Para o ego, a morte está bem ali na esquina. No estado de identificação com a mente, o medo da morte afeta cada aspecto da nossa vida.

Por exemplo, mesmo uma coisa aparentemente trivial ou "normal", como a necessidade compulsiva de estar certo em um argumento e demonstrar à outra pessoa que ela está errada, acontece por causa do medo da morte. Se estivermos identificados com uma atitude mental e descobrirmos que estamos errados, nosso sentido de eu interior baseado na mente correrá um sério risco de destruição. Portanto, assim como o ego, você não pode errar. Errar é morrer. Muitas guerras foram disputadas por causa disso, e inúmeros relacionamentos foram destruídos.

Uma vez que não estejamos mais identificados com a mente, não faz a menor diferença para o nosso eu interior estarmos certos ou errados. Assim, a necessidade compulsiva e profundamente inconsciente de termos sempre razão - o que é uma forma de vio-lência - vai desaparecer. Você poderá declarar de modo calmo e firme como se sente ou o que pensa a respeito de algum assunto, mas sem agressividade ou qualquer sentido de defesa. O sentido do eu interior passa a se originar de um lugar profundo ,verdadeiro dentro de você, não mais de sua mente.

Tenha cuidado com qualquer tipo de defesa dentro de você. Está se defendendo de quê? De uma identidade ilusória, de uma imagem em sua mente, de uma entidade fictícia. Ao trazer esse padrão à consciência, ao testemunhá-lo, você deixa de se identificar com ele. À luz da sua consciência, o padrão de inconsciência irá se dissolver rapidamente.

Esse é o fim de todos os argumentos e jogos de poder, tão prejudiciais aos relacionamentos. O poder sobre os outros é a fraqueza disfarçada de força. O verdadeiro poder é interior e está à sua disposição agora.



Praticando o poder do agora - Eckhart Tolle

domingo, 10 de outubro de 2010

Preocupações - O agora



Você tem preocupações? Tem muitos pensamentos do tipo “e se”? Você está identificado com a mente, que está se projetando num futuro imaginário e criando o medo. Não há como enfrentar tal tipo de situação, porque ela não existe. É um fantasma mental. Você pode parar com essa insanidade que corrói a saúde e a vida aceitando simplesmente o momento presente. Perceba a sua respiração. Sinta o ar entrando e saindo do seu corpo. Sinta o seu campo interno de energia. Tudo com o que você sempre teve que lidar, tudo que teve de enfrentar na vida real, em oposição às projeções imaginárias da mente, é o momento presente. Pergunte-se qual é o seu problema neste exato momento, não no ano que vem, ou amanhã ou daqui a cinco minutos. O que está errado neste exato momento? Você pode sempre enfrentar o Agora, mas não pode jamais enfrentar o futuro, nem tem de fazer isso. A resposta, a força, a atitude certa estarão à sua disposição quando você precisar, nem antes, sem depois.

“Algum dia vou fazer isso”. Seu objetivo está tomando de tal modo a sua atenção que o momento presente é apenas um meio para atingir um fim? Está consumindo a alegria das coisas que você faz? Você está esperando para começar a viver? Se você desenvolver esse tipo de padrão mental, não importa o que você adquira ou alcance, o presente nunca será bom o bastante. O futuro sempre parecerá melhor. Uma receita perfeita para uma insatisfação permanente, você não acha?

Você está sempre “esperando” alguma coisa? Quanto tempo da sua vida você passou esperando? Chamo “espera de pequena escala” à espera na fila do correio, num engarrafamento de automóveis, no aeroporto, por alguém que vai chegar, um trabalho que precisa ser terminado, etc. Chamo de “espera em grande escala” à espera pelas próximas férias, pelos filhos crescerem, por uma relação verdadeiramente significativa, pelo sucesso, para ficar rico, para ser importante, para se tornar iluminado. Não é raro que as pessoas passem a vida toda esperando para começar a viver.

Esperar é um estado mental. Significa basicamente desejar o futuro e não querer o presente. Você não quer o que conseguiu e deseja aquilo que não conseguiu. Em qualquer dos tipos de espera você, inconscientemente, cria um conflito interior entre o seu aqui e agora, onde você não quer estar, e o futuro projetado, onde você quer estar. Essa situação reduz grandemente a qualidade da sua vida ao fazer você perder o presente.

Não há nada de errado em nos empenharmos para melhorar a nossa situação de vida. Podemos melhorar a situação da nossa vida, mas não podemos melhorar a nossa vida. A vida é básica.

A vida é o Ser interior mais profundo. É um todo, completo, perfeito. A nossa situação de vida se constitui das nossas circunstâncias e experiências. Não há nada de errado em estabelecermos metas e nos empenharmos para conseguir bens. O erro reside em usar isso como um substituto para o sentimento da vida, para o Ser. O único ponto de acesso a isso é o Agora. Agimos, assim, como um arquiteto que não dá atenção às fundações de uma construção, mas que gasta um bom tempo trabalhando na superestrutura.

Por exemplo. Muitos de nós estamos à espera da prosperidade. Ela pode não acontecer no futuro. Quando respeitamos, admitimos e aceitamos completamente a realidade do presente – onde estamos, quem somos, o que estamos fazendo agora –, quando aceitamos o que temos, significa que estamos agradecidos pelo que conseguimos, pelo que é, pelo Ser. A gratidão pelo momento presente e pela plenitude da vida atual é a verdadeira prosperidade. Não está no futuro. Então, no tempo certo, essa prosperidade se manifesta para nós de várias maneiras.

Então, no tempo certo, essa prosperidade se manifesta para nós de várias maneiras.

Se você não encontra satisfação nas coisas que possui, se tem um sentimento de frustração ou de aborrecimento por não ter tudo o que quer no presente, isso pode levá-lo a querer enriquecer, mas, mesmo que consiga milhões, continuará a ter uma sensação de que falta alguma coisa. Talvez o dinheiro lhe compre muitas experiências excitantes, embora passageiras, deixando sempre uma sensação de vazio e estimulando uma necessidade de gratificação física ou psicológica ainda maior. Você não vai se conformar em simplesmente Ser e, assim, sentir a plenitude da vida agora – a verdadeira prosperidade.

Portanto, desista da espera como um estado da mente. Quando você se vir escorregando para a espera...pule fora. Venha para o momento presente. Apenas seja e aprecie ser. Quando estamos presentes, nunca precisamos esperar por nada. Portanto, da próxima vez que alguém disser “desculpe por ter feito você esperar”, sua resposta pode ser: “Está tudo bem, não estava esperando. Estava aqui contente comigo, com meu eu interior”.

Essas são apenas algumas das estratégias comuns da mente para negar o momento presente já incorporadas à inconsciência comum. São fáceis de passar despercebidas porque já estão entranhadas em nosso modo de vida, como o ruído de fundo do nosso eterno descontentamento. Mas, quanto mais você praticar o monitoramento do seu estado interior emocional e mental, mais fácil será perceber em que momento você foi capturado pelo passado e pelo futuro, bem como despertar da ilusão do tempo dentro do presente. Mas tenha cuidado porque o eu interior falso e infeliz, baseado na identificação com a mente, vive no tempo. Ele sabe que o presente significa sua própria morte e sente-se ameaçado. Fará tudo para afastar você do Agora. Tentará manter você preso ao tempo.



O Poder Do Agora - ECKHART TOLLE
 
Texto compartilhado pela amigo Abramo
Imagem enviada pela Solange

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Podemos transformar um relacionamento viciado em um relacionamento verdadeiro?



Sim, se estivermos presentes e aumentarmos a nossa presença, concentrando a atenção cada vez mais fundo no Agora. A chave do segredo será sempre essa, não importa se você está vivendo só ou com alguém. Para o amor florescer, a luz da nossa presença tem que ser forte o bastante, de modo a impedir que o pensador ou o sofrimento do corpo nos domine. Saber que cada um de nós é o Ser por baixo do pensador, a serenidade por baixo do barulho mental, o amor e a alegria por baixo da dor, significa liberdade, salvação e iluminação. Por fim à identificação com o pensamento, é ser o observador silencioso dos próprios pensamentos e atitudes, em especial dos padrões repetitivos gerados pela mente e dos papéis desempenhados pelo ego.



Se pararmos de injetar "auto-suficiência" na mente, ela perde sua qualidade compulsiva, que é o impulso de julgar e, desse modo, criar uma resistência ao que é, dando origem a conflitos, tragédias e novos sofrimentos. Na verdade, no momento em que paramos de julgar, no instante em que aceitamos aquilo que é, ficamos livres da mente e abrimos espaço para o amor, para a alegria e para a paz. Em primeiro lugar, paramos de nos julgar, depois paramos de julgar o outro. O grande elemento catalisador para mudarmos um relacionamento é a completa aceitação do outro do jeito que ele é, sem querermos julgar ou modificar nada. Isso nos leva imediatamente para além do ego. Nesse momento, todos os jogos mentais e toda dependência viciada deixam de existir. Não existe mais vítima nem agressor, acusador nem acusado. Esse é também o fim da dependência, de uma atração pelo padrão inconsciente do outro. Você, então, ou vai se afastar - com amor - ou penetrar cada vez mais fundo no Agora junto com o outro. É simples assim.



O amor é um estado do Ser. Não está do lado de fora, está bem lá dentro de nós. Não temos como perdê-lo e ele não consegue nos deixar. Não depende de um outro corpo, de nenhuma forma externa. Na serenidade do estado de presença, podemos sentir a nossa própria realidade sem forma e sem tempo, que é a vida não manifesta que dá vitalidade à nossa forma física. Conseguimos, então, sentir essa mesma vida lá no fundo de outro ser humano, de cada criatura. Conseguimos enxergar além do véu opaco da forma e da desunião. Essa é a realização da unidade. Isso é amor.



O que é Deus? A eterna Vida ùnica debaixo de todas as formas de vida. O que é o amor? Sentir profundamente a presença dessa Vida única em nós e dentro de todas as criaturas. Portanto, todo amor é o amor de Deus.







Eckhart Tolle - O Poder do Agora
 
Imagem: Intenet

Eckhart Tolle - O poder do agora (audiolivro)



Combinando conceitos do cristianismo, do budismo, do hinduísmo, do taoísmo e de outras tradições espirituais,Tolle elaborou um guia de grande eficiência para a descoberta do nosso potencial interior. Este livro é um manual prático que nos ensina a tomar consciência dos pensamentos e emoções que nos impedem de vivenciar plenamente a alegria e a paz que estão dentro de nós mesmos.










 
Introdução



http://rapidshare.com/files/358837492/Eckhart_Tolle_-_O_poder_do_Agora_-_00.mp3.html


capítulo 1


http://rapidshare.com/files/358850824/Eckhart_Tolle_-_O_poder_do_Agora_-_01.mp3


capítulo 2


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capítulo 3


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capítulo 4


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capítulo 5


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capítulo 6


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capítulo 7


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capítulo 8


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capítulo 9


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capítulo 10


http://rapidshare.com/files/358965119/Eckhart_Tolle_-_O_poder_do_Agora_-_10.mp3
 
Fonte: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=538085&tid=5445084191837889960

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A ACEITAÇÃO DO AGORA




A Impermanência e os Ciclos da Vida

Existem ciclos de sucesso, como quando as coisas acontecem e dão
certo, e os ciclos de fracasso, quando elas não vão bem e se desintegram. Você
tem de permitir que elas terminem, dando espaço para que coisas novas
aconteçam ou se transformem.
Se nos apegamos às situações oferecemos uma resistência nesse estágio,
significa que estamos nos recusando a acompanhar o fluxo da vida e que
vamos sofrer. É necessário que as coisas acabem, para que coisas novas
aconteçam. Um ciclo não pode existir sem o outro.
O ciclo descendente é absolutamente essencial para uma realização
espiritual. Você tem de ter falhado gravemente de algum modo, ou passado
por alguma perda profunda, ou por algum sofrimento, para ser conduzido à
dimensão espiritual. Ou talvez o seu sucesso tenha se tornado vazio e sem
sentido e se trasformado em fracasso.
O fracasso está sempre embutido no sucesso, assim como o sucesso está
sempre encoberto pelo fracasso. No mundo da forma, todas as pessoas
“fracassam” mais cedo ou mais tarde, e toda conquista acaba em derrota.
Todas as formas são impermanentes....
Um ciclo pode durar de algumas horas a alguns anos, e dentro
dele pode haver ciclos longos ou curtos. Muitas doenças são provocadas pela
luta contra os ciclos de baixa energia, que são fundamentais para uma
renovação. Enquanto estivermos identificados com a mente, não podemos
evitar a compulsão de fazer e a tendência para extrair o nosso valor pessoal de
fatores externos, tais como as conquistas que alcançamos.
Isso torna difícil ou impossível para nós aceitarmos os ciclos de baixa e
permitirmos que eles aconteçam. Assim, a inteligência do organismo pode
assumir o controle, como uma medida autoprotetora, e criar uma doença com
o objetivo de nos forçar a parar, de modo a permitir que uma necessária
renovação possa acontecer.
Enquanto a mente julgar uma circunstância “ boa”, seja um
relacionamento, uma propriedade, um papel social, um lugar ou o nosso corpo
físico, ela se apega e se identifica com ela. Isso faz você se sentir bem em
relação a si mesmo e pode se tornar parte de quem você é ou pensa que é.
Mas nada dura muito nessa dimensão, onde as traças e a ferrugem
devoram tudo. Tudo acaba ou se transforma: a mesma condição que era boa
no passado, de repente, se torna ruim. A mesma condição que fez você feliz
agora faz você infeliz. A prosperidade de hoje se torna o consumismo vazio
de amanhã. O casamento feliz e a lua-de-mel se transformam no divórcio
infeliz ou em uma convivência infeliz.
A mente não consegue aceitar quando uma situação à qual ela tenha se
apegado muda ou desaparece. Ela vai resistir à mudança. É quase como se um
membro estivesse sendo arrancado do seu corpo.
Isso significa que a felicidade e a infelicidade são, na verdade, uma
coisa só. Somente a ilusão do tempo as separa.
Não oferecer resistência à vida é estar em estado de graça, de
descanso e de luz. Nesse estado, nada depende de as coisas serem boas ou
ruins....Observe as plantas e os animais, aprenda com eles a aceitar aquilo que
é e a se entregar ao Agora.
Deixe que eles lhe ensinem o que é Ser.
Deixe que eles lhe ensinem o que é integridade – estar em unidade, ser você
mesmo, ser verdadeiro.
Aprenda como viver e como morrer, e como não fazer do viver e do morrer
um problema.





Do livro Praticando o Poder do Agora

De Eckhart Tolle
Imagem: Internet

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Seja um "campo" de consciência.


Quando se encontrar com as pessoas, no trabalho ou em qualquer outro lugar, dê a elas o máximo de atenção. Você já não estará ali como um indivíduo, e sim como um campo de consciência, de presença alerta. O motivo original da sua interação com o outro - comprar ou vender alguma coisa, pedir ou dar informações, por exemplo - é agora secundário. O campo de consciência que se forma entre vocês se estabelece como o propósito primário da interação. Esse espaço de consciência adquire uma relevância muito maior do que qualquer assunto sobre o qual vocês possam estar falando e do que os objetos físicos ou imaginados. O Ser humano passa a ser mais importante do que as coisas deste mundo. Isso não significa que você vá se descuidar do que precisa ser feito no nível prático. Na verdade, a execução das coisas não só fica mais fácil como se desenrola com mais energia quando a dimensão do Ser é reconhecida e, assim, se torna primária. O surgimento desse campo unificado de consciência entre as pessoas é o fator essencial dos relacionamentos na nova Terra.
Eckhart Tolle - Um novo mundo - O despertar de uma nova consciência.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O despertar é uma mudança no estado de consciência...


Muita gente anseia pela liberdade e pelo crescimento que a prosperidade promete. Mas há pessoas que já desfrutam da relativa liberdade que acompanha a prosperidade e, mesmo assim, constatam que isso não é o bastante para dar um sentido completo à sua vida. Nada substitui a descoberta do verdadeiro propósito. O significado primordial da vida não pode ser encontrado no nível exterior. Ele não diz respeito ao que fazemos, e sim ao que somos – isto é, ao nosso estado de consciência.


O despertar é uma mudança no estado de consciência que ocorre com a separação entre o pensamento e consciência. Em vez de ficarmos perdidos em nossos pensamentos, quando estamos despertos reconhecemos a nós mesmos como a consciência por trás deles. È o que chamo de presença e a melhor coisa que pode nos acontecer.

Eckhart Tolle


Em “Despertar de Uma Nova Consciência”
Imagem: Internet

quarta-feira, 28 de julho de 2010

É mesmo?




O mestre zen Hakuin morava numa cidade no interior do Japão. Altamente estimado e respeitado, era procurado por muitas pessoas que buscavam orientação espiritual. Então aconteceu que a filha adolescente do seu vizinho apareceu grávida. Quando os pais da moça, tomados de ira e revolta, a interrogaram sobre a identidade do pai da criança, ela acabou dizendo que era Hakuin. Transtornados de raiva, eles foram correndo até o mestre zen e, entre gritos e acusações, contaram-lhe que a filha havia confessado que ele a engravidara. Tudo o que ele disse foi:
- É mesmo?
As notícias sobre o escândalo espalharam-se por toda a cidade e fora dela. O mestre perdeu sua reputação. Isso não o preocupou. As pessoas deixaram de procurá-lo. Ele não se importou com isso também. Quando a criança nasceu, os avós a levaram para Hakuin.
- Você é o pai, então cuide dela.
O mestre cuidou do bebê com o maior carinho. Um ano depois, a mãe, consumida pelo remorso, confessou aos pais que o verdadeiro pai da criança era o rapaz que trabalhava no açougue. Profundamente constrangidos, eles foram procurar Hakuin para se desculpar e pedir seu perdão.
- Sentimos muito. Viemos buscar o bebê. Nossa filha confessou que você não é o pai dele.
- É mesmo? - o mestre se limitou a dizer enquanto lhes entregava a criança.
Hakuin responde à falsidade e à verdade, à boa e à má notícia, exatamente da mesma maneira: "É mesmo?" Ele permite que a forma do momento, positiva ou negativa, seja como ela é e, assim, não se torna um participante do drama humano. Para Hakuin, existe apenas o momento, que sempre é como é. Os acontecimentos não são personalizados. Ele não é vítima de ninguém. Dessa maneira, alcança tal unicidade com o que acontece que os eventos deixam de ter poder sobre ele.
Somente quando resistimos ao que ocorre é que ficamos à mercê dos acontecimentos e o mundo determina nossa felicidade ou infelicidade.
O bebê foi cuidado com muito carinho. O mal converteu-se no bem por meio do poder da não-resistência. Sempre respondendo ao que o momento presente requer, Hakuin deixou o bebê ir quando chegou a hora de fazer isso.
Imagine rapidamente como o ego teria reagido durante os vários estágios desse acontecimento.

Pág 175 -Um novo mundo - O despertar de uma nova consciência - Eckhart Tolle
Imagem: Internet

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A LIBERTAÇÃO DO CORPO DE DOR



Uma pergunta que as pessoas costumam fazer é: "De quanto tempo precisamos para nos libertar do corpo de dor?" Evidentemente, isso depende tanto da densidade do corpo de dor (quanto do grau ou da intensidade da presença manifestada de cada um de nós. No entanto, não é o corpo de dor, e sim a identificação com ele que causa o sofrimento que infligimos a nós mesmos e aos outros. É essa identificação que nos leva a reviver o passado vezes sem conta e nos mantém no estado de inconsciência. Assim, uma pergunta mais importante a fazer seria esta: "De quanto tempo necessitamos para nos libertar da identificação com o corpo de dor?"
A resposta a essa pergunta é: não demora tempo nenhum. Sempre que o corpo de dor estiver em atividade, temos que estar cientes de que o que estamos sentindo é o corpo de dor em nós. Esse conhecimento é tudo de que precisamos para interromper a identificação com ele. E, quando essa identificação cessa, a transmutação tem início. O conhecimento impede que as emoções antigas surjam na nossa cabeça e controlem não só o dialogo interior como também nossas ações e interações com as pessoas. Assim, o corpo de dor não conseguirá mais nos usar e se renovar por nosso intermédio. As antigas emoções podem ainda viver em nós por algum tempo e aparecer de vez em quando. Talvez também nos enganem ocasionalmente, fazendo com que nos identifiquemos com elas de novo e, desse modo, obscureçam o conhecimento, porém não por muito tempo. Não projetarmos as antigas emoções nas situações significa que devemos encará-las diretamente dentro de nós. Pode não ser agradável, mas isso não chega a nos matar. Nossa presença é mais do que capaz de contê-las. As emoções não são quem nós somos.
Portanto, quando sentir o corpo de dor, não cometa o equívoco de pensar que existe algo errado com você. O ego adora quando você faz de si mesmo um problema. O conhecimento precisa ser seguido pela aceitação. Qualquer outra coisa irá obscurecê-lo novamente. Aceitação significa que você se permite sentir qualquer coisa naquele momento. Isso é parte da essência do Agora. Você não pode discutir com o que é. Bem, você pode. No entanto, se fizer isso, sofrerá. Por meio da aceitação, você se torna o que você é: vasto, pleno de espaço. Transforma-se no todo. Não é mais um fragmento, que é como o ego vê a si mesmo. Sua natureza verdadeira emerge, e ela está unificada com a natureza de Deus.
Jesus indica isso nesta passagem: "Portanto, sede um todo, assim como vosso Pai celeste é um Todo."1 No Novo Testamento temos, porém, "sede perfeitos", o que é um erro de tradução da palavra grega original, que significa "todo". Ou seja, não precisamos nos tornar um todo, mas sermos o que já somos - com ou sem o corpo de dor.

Um Novo mundo - O despertar de uma nova conciência - Eckhart Tolle

Imagem: presentinho da minha filha, no orkut.






O CORPO DE DOR COMO UM DESPERTADOR



A primeira vista, pode parecer que o corpo de dor é o maior obstáculo para o surgimento de uma nova consciência na humanidade. Ele ocupa nossa mente, controla e distorce nosso pensamento, perturba nossos relacionamentos e se parece com uma nuvem carregada que toma todo o nosso campo energético. Tende a nos deixar inconscientes, espiritualmente falando, isto é, num estado de total identificação com a mente e a emoção. Ele nos faz reagir a tudo, nos leva a dizer e fazer coisas que são criadas para intensificar a infelicidade que existe em nós e no mundo.
No entanto, à medida que a infelicidade aumenta, ela provoca uma perturbação crescente na nossa vida. Talvez o corpo não suporte mais o estresse e desenvolva uma doença ou um distúrbio. Pode ser que nos vejamos envolvidos num acidente, numa situação dramática ou num enorme conflito que tenham sido desencadeados pelo desejo do corpo de dor de que algo de mal acontecesse. Além disso, podemos acabar praticando uma violência física. Ou, quem sabe, tudo isso assuma uma proporção tão grande que não sejamos mais capazes de viver com nosso eu infeliz. O corpo de dor, é claro, faz parte desse falso eu.
Sempre que somos arrebatados pelo corpo de dor, toda vez que não o reconhecemos, ele se torna parte do nosso ego. Qualquer elemento com o qual nos identificamos se transforma no ego. O corpo de dor é uma das coisas mais poderosas com que o ego pode se identificar, assim como o ego é fundamental para o corpo de dor, que precisa dele para se renovar. Essa aliança perversa, contudo, costuma desmoronar nos casos em que o corpo de dor é tão pesado que as estruturas da mente egóica, em vez de serem fortalecidas por ele, são desintegradas pelo ataque ininterrupto de sua carga energética, da mesma maneira que um aparelho eletrônico pode ser posto em funcionamento por uma corrente elétrica, mas também destruído por ela se a voltagem for muito elevada.
Quem tem um corpo de dor muito forte costuma chegar a um ponto em que sente que sua vida está se tornando insuportável, em que não consegue mais tolerar a dor nem situações difíceis. Já houve quem expressasse isso dizendo com toda a franqueza e simplicidade que estava "cheio de ser infeliz". Algumas pessoas podem sentir, como foi meu caso, que não são mais capazes de viver consigo mesmas. A paz interior torna-se então sua principal prioridade. Sua aguda dor emocional as força a romper a identificação com o conteúdo da mente e com as estruturas mentais emocionais que dão origem a seu eu infeliz e o perpetuam. Assim, elas ficam sabendo que nem sua triste história nem a emoção que sentem são elas próprias. Compreendem que elas são o conhecer, e não o que é conhecido. Em vez de levá-las à inconsciência, o corpo de dor transforma-se no seu despertador, o fator decisivo que as faz alcançar o estado de presença.
No entanto, como estamos testemunhando uma afluência sem precedentes de consciência sobre o planeta neste momento, muitas pessoas não precisam mais chegar às profundezas do mais agudo sofrimento para conseguir romper a identificação com o corpo de dor. Sempre que elas percebem que voltaram a cair no terreno do distúrbio, são capazes de escolher abandonar a identificação com o pensamento e com a emoção e voltar para o estado de presença. Elas abrem mão da resistência, tornam-se calmas e atentas, alcançam a unificação com o que existe, dentro e fora de si mesmas.
O próximo passo na evolução humana não é inevitável, mas, pela primeira vez na história do planeta, pode ser uma escolha consciente. Quem está fazendo essa escolha? Você está. E quem é você? A consciência que se tornou consciente de si mesma.


Um novo mundo - O despertar de uma nova conciência - Eckarhrt Tolle
Imagem compartilhada pela amiga Dalvinha.

ESTÍMULOS





Alguns corpos de dor reagem a apenas um tipo de estímulo ou situação, que em geral é aquele que está em consonância com determinada espécie de dor emocional sofrida no passado. Por exemplo, se uma criança cresce com pais cuja renda familiar era a causa de brigas e conflitos freqüentes, ela pode absorver o medo deles em relação ao dinheiro e desenvolver um corpo de dor que é incitado sempre que fatores financeiros estão envolvidos. Quando adulta, essa pessoa ficará aborrecida ou furiosa até mesmo em relação a quantias insignificantes. Por trás da contrariedade ou da raiva estão questões de sobrevivência e um temor intenso. Tenho visto indivíduos espiritualizados, isto é, relativamente conscientes, que começam a gritar, culpar e fazer acusações no instante em que pegam o telefone para falar com seu corretor de ações ou seu contador. Assim como existem advertências em relação à saúde nas embalagens de cigarro, talvez devesse haver avisos semelhantes em cada cédula de dinheiro e folha de cheque: "O dinheiro pode acionar o corpo de dor e causar a inconsciência total."
Alguém que na infância tenha sido negligenciado ou abandonado por um dos pais ou por ambos desenvolverá, provavelmente, um corpo de dor que será estimulado por qualquer situação que lembre, até mesmo de forma remota, o sofrimento primordial do abandono. Tanto um amigo que se atrase cinco minutos para pegar a pessoa no aeroporto quanto um cônjuge que chega tarde em casa podem deflagrar um ataque violento do seu corpo de dor. Se seu parceiro ou cônjuge o deixa ou morre, a dor emocional que esse indivíduo sente vai muito além da que é natural em circunstâncias como essas. Pode ser uma angústia intensa, uma depressão duradoura e incapacitante ou uma raiva obsessiva.
Uma mulher que tenha sido violentada pelo próprio pai na infância talvez perceba que seu corpo de dor se torna facilmente ativo em qualquer relacionamento íntimo com um homem. Por outro lado, a emoção que constitui seu corpo de dor talvez a faça se sentir atraída por um indivíduo cujo corpo de dor seja semelhante ao do seu pai. O corpo de dor dessa mulher pode ter uma atração magnética por alguém que ele sinta que lhe dará mais do mesmo sofrimento. E, algumas vezes, ela pode confundir essa dor com a sensação de estar apaixonada.
Um homem que foi uma criança indesejada e não recebeu amor nem o mínimo de cuidado e de atenção da mãe desenvolve um corpo de dor marcado por uma profunda ambivalência - por um lado, apresenta um intenso e insatisfeito desejo pelo amor e pela atenção da mãe e, por outro, um forte rancor em relação a ela por ter lhe negado aquilo de que ele precisava desesperadamente. No caso desse adulto, quase todas as mulheres despertam a carência do seu corpo de dor - uma forma de sofrimento emocional. Ele a manifesta por meio de uma compulsão a "conquistar e seduzir" quase toda mulher que vem a conhecer e, dessa maneira, pretende obter o amor feminino pelo qual seu corpo de dor anseia. Esse homem se transforma quase num especialista em sedução. No entanto, assim que um relacionamento se torna íntimo ou seus avanços são rejeitados, a raiva do seu corpo de dor em relação à mãe vem à tona e sabota a relação.
Quando reconhecemos nosso próprio corpo de dor no momento em que ele surge, também passamos a detectar com rapidez os estímulos mais comuns que o colocam em ação, sejam situações, sejam determinadas coisas que as pessoas fazem ou dizem. No instante em que esses estímulos aparecem, nós os vemos de imediato pelo que eles são e entramos num intenso estado de alerta. Em questão de segundos, percebemos também a reação emocional, que é o surgimento do corpo de dor. Porém, nesse estado de presença, não nos identificamos com ele, o que significa que o corpo de dor não consegue assumir o controle sobre nós e se tornar a voz na nossa cabeça. Se estamos com nosso parceiro ou nossa parceira nesse momento, podemos lhe dizer: "O que você acabou de dizer (ou fazer) despertou meu corpo de dor." Portanto, estabeleça um acordo com seu companheiro ou companheira: sempre que disserem ou fizerem algo que desperte o corpo de dor do outro, mencionem isso na hora. Dessa maneira, o corpo de dor não poderá mais se renovar por intermédio do desentendimento entre vocês e, em vez de levá-los à inconsciência, os ajudará a ficar inteiramente presentes.
Toda vez que estamos presentes quando o corpo de dor se manifesta, uma parte da energia emocional negativa que o constitui se queima, por assim dizer, e é transmutada em presença. O que resta dele se retira rapidamente e espera por uma oportunidade melhor para aparecer, isto é, quando estivermos menos conscientes. Isso pode acontecer sempre que saímos do estado de presença, talvez depois de tomarmos alguns drinques ou enquanto assistimos a um filme violento. A mais leve emoção negativa, como uma sensação de irritação ou ansiedade, também pode servir como uma passagem pela qual o corpo de dor consegue retornar. Ele precisa da nossa inconsciência, pois não é capaz de tolerar a luz da presença.
Um Novo mundo - O despertar de uma nova consciência - Eckart Tolle
Imagem: Um mimo da minha filha.
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