A paz de Deus vem à mente quieta - UCEM

A paz de Deus vem à mente quieta - UCEM

"Não busque mudar o mundo, mas escolhe mudar a tua mente sobre o mundo" (UCEM)

"Não busque mudar o mundo, mas escolhe mudar a tua mente sobre o mundo" (UCEM)
O Perdão é a chave para a Felicidade... Nada real pode ser ameaçado. Nada irreal existe. Nisso está a Paz de Deus.

Um Curso em Milagres

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Nós somos aqueles que estávamos esperando



Os Hopi, são índios americanos do Arizona, e seu nome é uma abreviação de Hopituh Shi-nu-mu, que significa "Povo Pacífico". Este conceito está profundamente enraizado em sua cultura e religião: consideram-se irmãos de todos os povos e não praticam guerras. Ser um hopi significa esforçar-se por atingir um estado de total reverência e respeito por todas as coisas, estar em paz com elas e viver de acordo com as instruções do Criador da Terra.


Você tem dito às pessoas que esta é a décima primeira hora.
Agora você precisa voltar e dizer-lhes: Esta é a hora.
E precisa dizer-lhes que há coisas que precisam considerar:
Onde você está vivendo?
O que está fazendo?
Que relações está mantendo?
Está na relação certa?
Onde está sua água?
Conheça seu jardim.
É tempo de dar voz à sua Verdade.
Criar sua comunidade.
Ser bons uns com os outros.
E não procurar por um líder.
Este pode ser um bom momento.
Existe um rio que flui muito rápido agora.
É tão imenso e veloz que muitos o temerão.
Eles tentarão se agarrar à margem.
Sentirão que estão sendo despedaçados, e sofrerão enormemente.
Saiba que o rio tem um destino.
Os sábios disseram que temos que abandonar a margem, atingir o meio do rio,
manter nossos olhos abertos e nossas cabeças acima da água
Ver quem está lá conosco e celebrar.
Neste momento da História, não podemos deixar que nada atinja nosso lado pessoal.
Muito menos, nós mesmos.
Sempre que o fazemos, nosso crescimento e jornada espiritual ficam estagnados.
O tempo do lobo solitário acabou.
Unam-se!
A palavra "esforço" deve ser banida de sua atitude e de seu vocabulário.
Tudo o que fizermos agora precisa ser feito de maneira sagrada e em celebração.
Nós somos aqueles que estávamos esperando!


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Adyashanti - Entrevista Completa (Global Oneness Interview) legendado




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Adyashanti, author of Falling into Grace, True Meditation, and The End of Your World, is an American-born spiritual teacher devoted to serving the awakening of all beings. His teachings are an open invitation to stop, inquire, and recognize what is true and liberating at the core of all existence.

Asked to teach in 1996 by his Zen teacher of 14 years, Adyashanti offers teachings that are free of any tradition or ideology. “The Truth I point to is not confined within any religious point of view, belief system, or doctrine, but is open to all and found within all.”

more...

http://www.adyashanti.org/

http://www.globalonenessproject.org/about-project

terça-feira, 7 de junho de 2011

Reflexão....



Um ponto essencial do despertar é a identificação daquela parte em nós que ainda não se modificou.

Eckart Tolle

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O Amor Desperta nossa Consciência



"Uma nova energia banha o planeta, e uma parcela cada vez maior da humanidade começa a despertar para uma realidade mais plena e amorosa - é o que afirma o pensador holandês Robert Happé em suas palestras. Aqui ele fala sobre esse momento especial e nos ensina como se sintonizar à atual freqüência planetária, baseada no amor.

Nascido na Holanda e estudioso das religiões ocidentais, o psicólogo e pensador Robert Happé resolveu estudar por cinco anos na Índia, na Universidade de Bombaim, onde aprendeu filosofias orientais - budismo, hinduísmo, taoísmo... Em seguida, experimentou pôr em prática o que havia aprendido na teoria - passou três anos nas florestas da Tailândia, sozinho e em meditação, e mais um ano nos mosteiros e nas montanhas nevadas do Tibete.
Era o final da década de 70. De volta ao Ocidente, lecionou na Inglaterra, na Escócia, na Irlanda e, depois, já nos anos 80, começou a dar seminários em vários países do mundo. Mas foi no Brasil que Robert Happé resolveu lançar âncoras, em 1992: apaixonou-se pela maneira de ser dos brasileiros. "Aqui as pessoas se abrem mais facilmente e são muito amorosas. Demonstram seus sentimentos e têm menos medo de entrar em contato com suas emoções", reconhece o pensador holandês.
Para ele, essa é uma importante qualidade, talvez a maior que possa existir nos tempos atuais. "O planeta está passando por uma mudança profunda, significativa. Já existem milhões de pessoas no mundo vivendo uma realidade mais consciente, mais espiritualizada e amorosa", avalia. E, segundo ele, essa parcela da humanidade, que ainda está longe de ser a maioria, tende a aumentar. "É um momento especial.
As freqüências de energia sutil estão ficando cada vez mais aceleradas e, portanto, menos densas - está em curso uma mudança planetária total. Mais e mais pessoas estão em sintonia com a energia do amor, da solidariedade, da compaixão, que são freqüências energéticas de altíssima vibração, muito aceleradas", afirma.
"O amor é a melhor maneira de abandonar nossos padrões habituais, baseados no medo, na insegurança e no egoísmo", garante Happé. É esse sentimento que nos dá confiança, abertura e liberdade, qualidades nascidas do sentimento de integração e unidade entre todos os seres. E cada medo superado nos prepara para níveis ainda mais elevados de consciência e compreensão. "Para isso acontecer, é só deixar o coração nos guiar", diz ele, sorrindo.

BONS FLUIDOS - O senhor estudou filosofias e religiões, tanto ocidentais quanto orientais, e acabou por falar cada vez mais do amor e da necessidade de elevação da consciência. Não é o que propõem todas as tradições espirituais?

ROBERT HAPPÉ - Sim, mas existe uma diferença. As religiões são baseadas em crenças, e as crenças divergem de uma religião para outra. Aí começam os conflitos. Todos acreditam estar certos, que a sua religião é a correta, e isso aumenta a noção de separatividade em relação ao outro. A realidade é que as crenças podem ser diferentes, mas as pessoas não. Todos precisam amar e ser amados. Essa verdade está gravada no coração do ser humano. Essa é a essência dos ensinamentos espirituais dos grandes mestres, como Cristo e Buda. Porém essa verdade é perdida quando as religiões se organizam em sistemas de crenças. Passamos a tentar encontrar a realidade fora e não mais dentro de nós.

BF - Esquecemos das antigas lições dos mestres, que nos convidam a nos conectar com o amor.

RH - Somos seres espirituais que vieram a este mundo para aprender a nos amar, a nos conectar uns com os outros e a compartilhar. Com o amor, podemos experimentar níveis mais altos de consciência, níveis mais apurados de compreensão. Mas não conseguimos fazer isso porque um acredita numa coisa e outro acredita em outra - estamos separados pelas crenças religiosas e culturais. Não conseguimos integrar a amorosidade unificadora do coração porque nossa cabeça não deixa - ela nos diz que estamos irremediavelmente separados por nossas crenças e religiões.

BF - E a maioria das guerras no planeta começa por aí...

RH - Temos muito medo uns dos outros, pavor do poder que o outro pode adquirir. Nos sentimos ameaçados, sempre. Temos de nos defender das pessoas que não acreditam nas mesma coisa que nós! Assim, ficamos ilhados, imobilizados em nossa insegurança. Se uma pessoa tem muito medo, é porque está longe do amor e do seu coração. Exatamente o que esses grandes mestres espirituais não queriam.

BF - Essa situação vai continuar sempre assim?

RH - O momento espiritual em que vivemos é muito especial. É a hora da transformação de nossos medos - que nascem da noção de separação - em amor e desejo de unificação. Essa mudança de paradigma, de referência, é de ordem planetária e cósmica. A Terra, nosso querido planeta, também é um ser vivo que está se modificando. Ela, como a humanidade, está evoluindo. Isso significa que as freqüências energéticas mais sutis estão mais aceleradas. E isso também está acontecendo conosco.

BF - Mesmo num mundo que assistiu o 11 de setembro e a queda das torres gêmeas em Nova York?

RH - Sim. A queda das torres foi uma apunhalada no centro econômico do planeta. O planeta foi ferido, assim como o coração de toda a humanidade foi ferido. Mas aquele evento nos revelou, com muita contundência, a desigualdade econômica em que vive a maior parte do planeta. O que se seguiu foi um repensar de muitas atitudes.

BF - Mas ainda continuamos com muito medo. Nossos olhos vêem um mundo agressivo, violento.

RH - Apesar de ter um corpo físico, na verdade somos seres de pura energia. Se estivermos vibrando na freqüência do medo e da violência, estaremos sintonizando o medo e a violência - energia atrai energia. Se temos raiva, mesmo reprimida, atrairemos situações violentas e agressivas. Se nos sentimos inseguros, viveremos situações que nos causam angústia e apreensão. Isso nos torna co-participantes de nossa própria realidade -- somos co-criadores de nosso destino. Saber isso é muito, muito importante. Compreender essa realidade nos conscientiza da importância de sentir amor, compaixão e generosidade. Essa atitude irá se refletir em nossa vida.

BF - Mas continuamos a trancar nossas portas...

RH - Estamos ainda no início de um processo planetário. A primeira providência é derrubar nossas próprias paredes internas. Nosso coração está cercado de tijolos. Cada medo, mágoa, preocupação ou angústia é um tijolo com que emparedamos nosso coração. O primeiro passo é ir retirar esses tijolos, um a um. Cada tristeza ou medo superado significa que deixamos entrar mais luz no coração e que podemos escutá-lo com mais facilidade. É assim que evoluímos espiritualmente - destruindo a muralha que construímos em volta do coração.

BF - E como se faz isso?

RH - Com coragem e confiança. Por exemplo, experimentando amar sem ser amado. O amor é incondicional. O sentimento que a maioria dos casais vive não é amor, é troca de interesses. Isso acontece quando estamos centrados no ego. Temos medo de amar. Fazer meditação nos ajuda a ver como os medos são ilusórios. Com ela, fica mais fácil quebrar as muralhas que impedem uma relação mais íntima. Perdemos o medo de abraçar de verdade, de dar uma flor quando o coração pede. É tão simples que chega a ser embaraçoso. Amar é simplesmente amar, é dar sem querer receber algo em troca. Esse tipo de amor existe dentro de nós, ele nos é inerente. Despertar nesse plano espiritual é tornar-se consciente de sua presença e expressá-la na vida. Iluminar-se significa vibrar numa consciência mais amorosa, plena, que inclui o cuidado com todos os seres.

BF - E essa nova consciência se manisfesta em todos os níveis?

RH - Sim. Você passa a viver mais conscientemente. Presta mais atenção nas palavras que usa para falar, escolhe com mais cuidado o que vai comer. Você se preocupa, por exemplo, se o produto que comprou foi feito com mão-de-obra infantil ou se a tinta da parede é tóxica. O que você pensa passa a ter importância, como você arruma o lugar onde mora passa a ter importância. A consciência está presente em cada uma de suas atitudes. Esse é o novo paradigma da humanidade. Sermos mais conscientes e amorosos é o nosso grande desafio."


Entrevista de Liane Camargo de Almeida Alves, em matéria publicada na Revista Bons Fluídos.












Imagem: Internet

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Harmonize-se com as leis naturais do crescimento...




Um jovem pessegueiro não faz nenhum esforço deliberado para produzir pêssegos, pois sabe que nada tem por enquanto para oferecer. Sabe que atualmente seu dever é harmonizar-se com as leis naturais de crescimento, absorvendo luz do sol e ar. Quando chegar o tempo, os pêssegos virão sem esforço, para que outros os saboreiem. ( DA )

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O despertar é uma mudança no estado de consciência...


Muita gente anseia pela liberdade e pelo crescimento que a prosperidade promete. Mas há pessoas que já desfrutam da relativa liberdade que acompanha a prosperidade e, mesmo assim, constatam que isso não é o bastante para dar um sentido completo à sua vida. Nada substitui a descoberta do verdadeiro propósito. O significado primordial da vida não pode ser encontrado no nível exterior. Ele não diz respeito ao que fazemos, e sim ao que somos – isto é, ao nosso estado de consciência.


O despertar é uma mudança no estado de consciência que ocorre com a separação entre o pensamento e consciência. Em vez de ficarmos perdidos em nossos pensamentos, quando estamos despertos reconhecemos a nós mesmos como a consciência por trás deles. È o que chamo de presença e a melhor coisa que pode nos acontecer.

Eckhart Tolle


Em “Despertar de Uma Nova Consciência”
Imagem: Internet

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Na jornada interior, o contato com a essência do ser humano - Trigueirinho




“Faz parte do aprendizado do ser encontrar-se em paz em qualquer circunstância, pois o que a vida procura despertar nele não é o enlevo nem a impressão de estar avançando, mas a transformação em si, a passagem do estado de subjugação a forças humanas para o de perfeição espiritual.

Dependendo da colaboração que o indivíduo deve prestar ao plano evolutivo, pode ser necessário o desenvolvimento de sentidos que lhe permitam o contato consciente com realidades sutis. Ele também vive etapas nas quais a consciência material experimenta a impressão de estar desligada da essência. Essa é uma prova dos corpos densos para reunir energias e afirmar sua meta. O poder da afirmação transcende limites, e a luz prisioneira na forma pode ser libertada.

Assim como há dias de sol e dias nublados, na jornada interior pode haver períodos de revelações espirituais e períodos de aridez. Quando o nível de percepção de um ser deve elevar-se, a transição para o patamar superior pode ser acompanhada de aparente afastamento do mundo espiritual. A evolução dos contatos internos tende à ausência de formas, imagens e estímulos aos sentidos. À medida que o ser se aprofunda, a energia se potencializa e se despoja de envoltórios, revelando-se mais pura e verdadeira. O avanço na senda interior se torna mais simples, exprimindo melhor a essência e dispensando gradualmente formas para manifestar-se. Vividas as etapas básicas do despertar espiritual, a consciência experimenta comunhão com a realidade interna e deixa de assistir ao desenrolar da vida nesses níveis, para tornar-se parte ativa deles.

Significativo desenvolvimento ocorre quando o ser desloca o foco de interesse da vida externa e o concentra nas verdades eternas, reconhecendo a si mesmo como ente imortal, cuja existência tem bases em níveis sutis. Maior crescimento ainda ocorre quando deixa de estabelecer diferenças entre os diversos níveis da existência e permite que uma unificação mais ampla ocorra em si. Essa unificação é requisito para que os padrões concernentes à nova humanidade possam emergir na superfície da Terra.

Ao usar mecanismos pouco acessíveis à mente analítica, a energia interna está promovendo a aproximação dos vários núcleos de consciência que compõem a totalidade do ser. Atuando em níveis sutis, os efeitos dessa aproximação repercutem fortemente na vida externa de todo o planeta e não se restringem ao reino humano.


Ao longo do percurso interno que leva o ser ao contato com a essência, a verdade vai sendo revelada. Embora seja única, cada um tem dela uma perspectiva específica. A diversidade de visão deve-se a fatores, entre os quais ser a preparação espiritual percebida em certos estágios como instruções individuais, ainda que se dê grupalmente.

Quando o ser já participa de trabalhos com o grupo interno, seus avanços podem parecer frutos do próprio empenho. Mas ninguém caminha só. Em cada passo da vida está a energia de miríades de consciências que se desenvolvem em comunhão com ele.

Se a aspiração está presente, prossegue firme, mesmo em períodos de provas. Se o desapego consegue imbuí-lo de soltura, não terá motivos para se afastar da meta. Se seus sentidos externos, a mente e o ego, reconhecerem a sabedoria existente na obediência, nas situações facultativas ele não entrará por descaminhos. Se sua existência se desenvolve despreocupadamente, sem que nada tenha em conta além da consumação do propósito, obtém forças para enfrentar obstáculos.”
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Extraído do boletim Sinais de Figueira, de Trigueirinho

Sabedoria compartilhada por :http://amorepazsemfronteiras.blogspot.com/

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O SONHO E AQUELE QUE SONHA




A chave para o poder maior do universo é a não-resistência. Por meio dela, a consciência (espírito) é liberada do seu aprisionamento na forma. A não-resistência interior à forma - a qualquer coisa ou acontecimento - é uma negação da realidade absoluta da forma. A resistência faz com que o mundo e seus elementos pareçam mais reais, mais concretos e mais duradouros do que eles são, incluindo nossa própria identidade formal, o ego. Ela atribui ao mundo e ao ego um peso e uma importância tão grandes que isso nos faz levar tudo muito a sério, até nós mesmos. O teatro criado pela forma é então erroneamente percebido como uma luta pela sobrevivência. E, quando temos essa percepção, ela se torna nossa realidade.
As muitas coisas que acontecem, as numerosas formas que a vida assume, são de natureza efêmera. Todas elas são fugazes. Coisas, corpos e egos, acontecimentos, situações, pensamentos, emoções, desejos, ambições, medos, conflitos... eles surgem, fingem ser da maior importância, e, antes que possamos conhecê-los, já se foram, dissolvidos na imaterialidade da qual vieram. Será que chegaram a ser reais? Será que conseguiram ser mais do que um sonho, o sonho da forma?
Quando acordamos de manhã e o sonho da noite se dispersa, dizemos: "Ah, foi apenas um sonho. Não era real." Mas algo no sonho deve ter sido real, caso contrário não poderia ter acontecido. Quando a morte se aproxima, podemos olhar para trás e imaginar se nossa vida não foi simplesmente mais um sonho. Até mesmo agora podemos relembrar as férias do ano passado ou a briga da véspera e ver que são muito semelhantes ao sonho da noite anterior.
O sonho existe, assim como existe aquele que sonha. O sonho é uma encenação de curta duração das formas. É o mundo - real apenas de modo relativo, e não absoluto. E há aquele que sonha. Ele é a realidade absoluta na qual as formas vêm e vão, mas não é a pessoa. A pessoa é parte do sonho. Aquele que sonha é o substrato em que o sonho aparece, aquilo que o torna possível. É o absoluto por trás do relativo, o eterno por trás do tempo, a consciência dentro da forma e por trás dela. Aquele que sonha é a consciência em si mesma - é quem nós somos.
Acordar dentro do sonho é nosso propósito agora. Quando estamos despertos dentro do sonho, o conflito criado pelo ego neste mundo chega ao fim enquanto um sonho mais benigno e maravilhoso surge. Essa é a nova Terra.


Um Novo Mundo - O despertar de uma nova consciência - Eckhart Tolle
Imagem: Internet

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O despertar..







- Quantas vezes fechamos a porta do nossos corações por medo?

- Quantas vezes dizemos NÃO às mudanças ?

- Quantas vezes fechamos os olhos para não ver a realidade ?

- Quantas vezes por medo de fazer o que tem que ser feito naquele momento tão especial ?

- Quantas vezes bloqueamos o amar ?

- Quantas vezes deixamos de ser quem somos somente para agradar alguém que jamais o entenderá ?

- Quantas vezes...

- Quantas vezes mais poderá um ser humano continuar nesta estrada, cujo caminho ele nem mesmo sabe onde dará ?

- Quantas vezes agradeci a Deus as oportunidades que tive ?

- Quantas vezes mais agradecer ?

- Quantas vezes mais é preciso ?

- Quantas vezes mais desejo agradecer ?

- Às vezes sentimos, porém não conseguimos expressar...

- Às vezes pensamos, mas não conseguimos demonstrar...

- A Nossa Vida !!!...

- A vida nos proporciona tantas maravilhas, que muitas vezes desejamos tê-las novamente.

- Felizmente, cada momento tem seu próprio tempo e, graças a Deus, não se repetem e são impermanentes, pois a vida fica mais bonita e alegre quando os momentos são originais e renovados.

- A vida nos proporciona momentos e a você de os aproveitar ao máximo.

- Cabe a você, admirá-los, vive-los sem apegos, cobiça, avareza e apagá-los.

- O futuro ?...

- Esses são os momentos que vivem nas mentes e corações dos que vivem com apego.

A ansiedade pelo próximo dia, a perspectiva pelas novas metas.

- Momentos de prisão da vida !!!...

- Da vida... agradecemos as oportunidades, guardamos a felicidade em nossos corações.

- Fazemos uma prece, e vivemos a alegria de cada segundo.

- Enfim... da vida olhar com visões para o próprio crescimento.

- A vida pede apenas para vivê-los naquele instante, e jamais tentar transferi-los ou senti-los no passado, muito menos sofrer ansiosamente por momentos que virão.

- Na Vida... desejar de Deus os melhores momentos.

- Cada um...

E Lembre-se:

- "Viva intensamente cada dia...impermanente !!!"

fonte:http://www.sintoniasaintgermain.com.br/blogguer.html

sábado, 19 de junho de 2010





Há dentro de nós uma chama sagrada
coberta pelas cinzas do consumismo,
da busca de bens materiais,
de uma vida distraída das coisas ESSENCIAIS...

É preciso remover tais cinzas e
DESPERTAR a Chama Sagrada...
E então irradiaremos,
seremos como um SOL!

__Leonardo Boff__





Pérola compartilhada pela amiga Solange

quinta-feira, 3 de junho de 2010

As quatro leis da espiritualidade




Na Índia, são ensinadas as "quatro leis da espiritualidade":

A primeira diz: "A pessoa que vem é a pessoa certa".


Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.

A segunda lei diz: "Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido".


Nada, nada absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum "se eu tivesse feito tal coisa..." ou "aconteceu que um outro ...". Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas

A terceira diz: "Toda vez que você iniciar é o momento certo".


Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.

E a quarta e última afirma: "Quando algo termina, ele termina".


Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado.


Texto compartilhado pelo blog:
http://wagnerdeluca.blogspot.com/2010/06/as-quatro-leis-da-espiritualidade.html

Imagem compartilhada por Solange.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O Instigante e o previsível




"...Qualquer um que diga a esta montanha: sai daí e joga-te no mar, não vacilando em seu coração, mas acreditando que acontecerá, assim será" (Marcos, 11, 23)


Os grandes líderes sociais, mestres espirituais, criadores, descobridores e inventores da humanidade, tiveram - e ainda tem - uma característica em comum: instigar, ou seja, estimular outras pessoas com o seu comportamento "imprevisível" e a sua visão diferenciada de ver o mundo.
Charles Chaplin, com a sua monumental obra cinematográfica, mexeu profundamente com as emoções e sentimentos das pessoas em uma época marcada pelo orgulho nazi-fascista e pelo mecanicismo industrial que começava a "robotizar" os indivíduos. Chaplin, com a genialidade que lhe era peculiar, conseguiu tocar a alma humana...
Jesus Cristo, considerado rebelde e agitador de massas há mais de dois mil anos, permanece entre nós ainda como um incompreendido, e as suas palavras, como uma folha de papel solta a movimentar-se ao sabor do vento. Porém, a sua obra e mensagem, algo que continua a nos instigar...
Martin Luther King, o primeiro negro norteamericano que teve a coragem de questionar a segregação racial em seu país, reivindicando direitos iguais para negros e brancos, foi um imprevisível fora de série que inspirou muitos outros líderes mundo à fora.
Ernesto Guevara, o médico revolucionário argentino-cubano, com o seu comportamento irreverente e olhar diferenciado para as profundas questões sociais, virou mito, modelo de rebeldia e não-acomodação para várias gerações de humanos.
Chico Buarque de Holanda, compositor e cantor numa fase em que o país mergulhou na escuridão da previsibilidade institucional, com a sua obra perseguida e censurada pela ditadura, foi uma permanente luz de esperança no fim do túnel...
Ser instigante, portanto, é ser imprevisível, questionador. É não se conformar com o óbvio. É sair em busca de crescimento. É não acomodar-se com uma visão de mundo "encaixotada" e dependente de significados e valores questionáveis sob a luz da ciência, da transcendência, da moral e da ética humana.
Mahatma Gandhi disse "não" à violência e sustentou até a sua trágica morte, a "bandeira de luta" que defendia em nome da paz e de um mundo melhor para todos. Gandhi foi um fora de série...
Francisco de Assis, de origem abastada, abdicou da riqueza material para viver entre os pobres e os seres da natureza que tanto amava. Praticou caridade a vida inteira e foi um exemplo no exercício do amor fraternal. Francisco foi outro fora de série...
A mídia é um conjunto dos meios de informação e comunicação existentes na imprensa, rádio, televisão, internet etc.. No entanto, o problema da mídia não é a mídia própriamente dita, e sim, os vícios gerados por interesses individuais e coletivos que acabam "minando" (corrompendo) as boas intenções originais. Dessa forma, as mídias vão sentindo o gostinho do poder e deixando-se seduzir pelos condicionamentos impostos pelos poderes político e financeiro e tornam-se previsíveis.
Gregg Braden não está no foco dos holofotes das mídias, mas é um cientista conhecido hoje por unir o mundo da ciência e o mundo espiritual.
Na introdução de seu livro "Awakenning to zero point", Braden escreve que a descoberta do Grande Código Isaías nas cavernas do Mar Morto, em 1946, revelou as chaves do nosso papel na Criação. Entre estas chaves encontram-se as instruções de um modelo "perdido" de oração, que a ciência quântica moderna sugere que tenha o poder de curar nossos corpos, trazer paz duradoura ao nosso mundo e, talvez, prevenir grandes tragédias que poderia enfrentar a humanidade.
Gregg Braden esclarece-nos que a ciência já provou que a chave para a oração - ou prece - seja eficaz, é a união do pensamento, do sentimento e da emoção, e frisa que alguns de "nossos cientistas" estão preocupados porque o magnetismo da Terra está diminuindo drástica e rapidamente. Inclusive já especularam em segredo sobre uma possível alteração nos polos magnéticos do planeta, prevista justamente para o ano que termina o calendário maia, quando as profecias Hope assinalam como o princípio de um novo começo: 2012.
Diz o cientista - o que difícilmente encontraríamos noticiado na mídia - que quanto maior o magnetismo, maior é o tempo para a manifestação no nosso mundo do que pensamos e sentimos. Por conseguinte, quanto menor o magnetismo, menor será o tempo para nos encontrarmos com a manifestação de nossos desejos, ou com a manifestação de nossos medos.
Afirma, respaldado pela sua descoberta científica, que genéticamente nosso DNA muda com as frequências que produzem nossos sentimentos, e como as frequências energéticas mais altas, que são as do amor, impactam no ambiente, de uma forma material, produzindo transformações não só em nosso DNA, mas no ambiente que nos cerca.
E conclui, Gregg Braden, que é um homem instigante mas profundamente humano: "Portanto, quanto mais amor deixarmos fluir por nossos corpos, mais adaptados estaremos para enfrentar o que possa acontecer em 2012 e para conduzir nosso planeta, mediante nossos pensamentos positivos em conjunto, para o melhor futuro possível".

Por Flávio Bastos


segunda-feira, 17 de maio de 2010

Removendo obstáculos para felicidade e alegria




"Somos todos criados à imagem de Deus, e Deus está dentro de cada um de nós. Nossa natureza é predominantemente amorosa, pacífica, equilibrada e harmoniosa. Somos almas.
Durante nossas vidas, uma camada de medo, ódio, tristeza, insegurança e muitos outros pensamentos e emoções negativos começam a desenvolver-se sobre nossa natureza original, acabando por cobri-la. Essa capa externa é intensificada e reforçada pelo que aprendemos em nossa infância e pelas experiências no correr da vida. Parecemos nos tornar o que não somos - pessoas irritadas e amedrontadas, cheias de insegurança, culpa e sentimentos de auto-desvalorização. Esquecemos quem realmente somos.
Não precisamos aprender nada sobre o amor e o equilíbrio, sobre paz e compaixão, sobre perdão e fé. Sempre soubemos tudo isso.
Pelo contrário, nossa tarefa é desaprender todas as emoções e posturas negativas que atormentam nossas vidas e que trazem a nós, à nossa comunidade e ao mundo tanta tristeza. Quando afastamos esses traços negativos, revelamos nossa verdadeira natureza, nosso próprio ser positivo e amoroso que lá estava encoberto, ocultado, esquecido.
Surge então nosso verdadeiro eu. Somos almas imortais e divinas, a caminho de casa. Debaixo das camadas de poeira, sempre fomos diamantes".


Brian Weiss - "A divina sabedoria dos mestres"


Texto compartilhado p/ Eliane.
Imagem: Internet

sábado, 15 de maio de 2010

Qual é a minha responsabilidade ? - Eckhart Tolle




Que haja transformação... E que ela comece comigo.







Imagem: Internet

quarta-feira, 12 de maio de 2010

No universo exterior assim como no universo interior





Ao erguer os olhos para o céu claro à noite, você pode compreender com a maior facilidade uma verdade que é ao mesmo tempo simples e extraordinariamente profunda. O que é que você vê lá em cima? A Lua, os planetas, as estrelas, a faixa luminosa da Via Láctea, quem sabe um cometa ou até mesmo a vizinha Galáxia de Andrômeda a 2 milhões de anos-luz. Sim, mas, simplificando ainda mais, o que você vê? Objetos flutuando no espaço. Então, o que forma o universo? Objetos e espaço.
Se você não fica sem palavras ao voltar seus olhos para o céu numa noite clara, então não o está observando de verdade, não está consciente da totalidade do que há ali. Provavelmente, está focalizando apenas os objetos e talvez tentando nomeá-los. Caso alguma vez você tenha se maravilhado ao olhar para o espaço -e talvez até sentido um profundo respeito diante desse mistério incompreensível -, isso mostra que abandonou por um momento seu desejo de explicar e rotular e se tornou consciente não só dos objetos como da profundidade infinita do espaço em si mesmo. Deve ter permanecido silencioso o bastante em seu interior para notar a vastidão em que esses mundos incontáveis existem. O sentimento de admiração não decorre do fato de que há bilhões de mundos ali, mas da profundidade que contém todos eles.
Não conseguimos ver o espaço, é claro. Também não podemos ouvi-lo, tocá-lo nem sentir seu gosto e seu cheiro. Então, como somos capazes de saber que ele existe? Essa pergunta aparentemente lógica contém um erro fundamental. A essência do espaço é a imaterialidade, portanto ele não "existe" no sentido convencional da palavra. Apenas as coisas - formas - existem. Até mesmo chamá-lo de espaço pode ser enganador porque, ao nomeá-lo, nós o transformamos num objeto.
Vamos considerar da seguinte maneira: existe algo dentro de nós que tem afinidade com o espaço, e é por isso que somos capazes de ter consciência dele. Consciência dele? Isso não é totalmente verdadeiro também porque, como podemos ter consciência do espaço se não existe nada lá de que possamos ter consciência?
A resposta é ao mesmo tempo simples e profunda. Quando estamos conscientes do espaço, não estamos de fato conscientes de nada, a não ser da consciência em si - do espaço interior da consciência. Por nosso intermédio, o universo vai se tornando consciente de si mesmo!
Quando o olho não encontra nada para ver, essa imaterialidade é entendida como espaço. Quando os ouvidos não encontram nada para escutar, essa imaterialidade é compreendida como silêncio. Quando os sentidos, que existem para perceber a forma, encontram a ausência da forma, a consciência sem forma que está por trás da percepção e torna possível toda percepção, toda experiência, não é mais obscurecida pela forma. Quando contemplamos as profundezas insondáveis do espaço ou escutamos o silêncio nas primeiras horas do dia logo após o nascer do Sol, alguma coisa dentro de nós faz eco a isso como um reconhecimento. Então sentimos a enorme profundidade do espaço como nossa e sabemos que esse precioso silêncio que não tem forma é mais essencialmente nós mesmos do que qualquer das coisas que formam o conteúdo da nossa vida.
Os Upanixades, os antigos textos sagrados da índia, referem-se a essa mesma verdade com as seguintes palavras:

O que não pode ser visto pelos olhos, mas por meio do qual os olhos podem ver, é unicamente Brama, o Espírito, e não o que as pessoas aqui adoram. O que não pode ser escutado pelos ouvidos, mas por meio do qual os ouvidos são capazes de ouvir, é unicamente Brama, o Espírito, e não o que as pessoas aqui adoram... Aquilo que não pode ser compreendido pela mente, mas por meio do qual a mente consegue pensar, é conhecido unicamente como Brama, o Espírito, e não o que as pessoas aqui adoram.
Deus, diz o texto sagrado, é a consciência sem forma e a essência de quem nós somos. Tudo o mais é forma, é "o que as pessoas aqui adoram".
A realidade duplicada do universo, que consiste em objetos e espaço - materialidade e imaterialidade -, é igual à nossa. Uma vida humana sadia, equilibrada e produtiva é uma dança entre as duas dimensões que constituem a realidade: forma e espaço. A maioria das pessoas se identifica tanto com a dimensão da forma, com as percepções sensoriais, com os pensamentos e com as emoções, que a parte oculta essencial quase desaparece da sua vida. A identificação com a forma as mantém presas ao ego.
Aquilo sobre o que pensamos a respeito, vemos, ouvimos, sentimos ou tocamos é apenas a metade da realidade, por assim dizer. E a forma. Nos ensinamentos de Jesus, isso é chamado simplesmente de "o mundo", enquanto a outra dimensão é "o reino dos Céus ou a vida eterna".
Assim como o espaço permite que todas as coisas existam e assim como não poderia haver som sem o silêncio, nós não existiríamos sem a dimensão essencial sem forma que é a nossa essência. Poderíamos chamá-la de "Deus", caso essa palavra não estivesse tão desgastada pelo uso. Prefiro denominá-la Ser. O Ser é anterior à existência. A existência é forma, conteúdo, "o que acontece". A existência é o primeiro plano da vida, enquanto o Ser é uma espécie de pano de fundo.
A doença coletiva da humanidade é o fato de as pessoas estarem tão absorvidas pelo que acontece, tão hipnotizadas pelo mundo das formas em constante mutação, tão mergulhadas no conteúdo da sua vida, que se esquecem da essência, daquilo que está além do conteúdo, da forma e do pensamento. Elas se encontram de tal maneira consumidas pelo tempo que se esquecem da eternidade, que é sua origem, seu lar, seu destino. Eternidade é viver a realidade de quem nós somos.
Anos atrás, quando estive na China, visitei um monumento no alto de uma montanha próxima a Guilin. Nele havia uma inscrição gravada com ouro. Perguntei ao guia chinês o que estava escrito ali.
- Está escrito "Buda" - disse ele.
- Por que há dois ideogramas gravados em vez de um? - quis saber.
- Um significa "homem". O outro significa "não". E os dois juntos significam "Buda" - explicou.
Fiquei ali parado completamente perplexo. O ideograma correspondente a Buda já continha todo o ensinamento do mestre. E, para um bom entendedor, o segredo da vida. Ali estão as duas dimensões que constituem a realidade - materialidade e imaterialidade, forma e negação da forma - o que é um reconhecimento de que a forma não é quem nós somos.



Um novo mundo - O despertar de uma nova concência - Eckhart Tolle

segunda-feira, 10 de maio de 2010

UM NOVO MUNDO - O DESPERTAR DE UMA NOVA CONSCIÊNCIA



O PROPÓSITO DESTE LIVRO

Estará a humanidade pronta para uma transformação da consciência, um florescimento interior tão radical e profundo que, comparado a ela, o desabrochar das flores, por mais bonito que seja, pareça apenas seu pálido reflexo? Seremos capazes de perder a densidade das nossas estruturas mentais condicionadas e nos tornar como cristais ou pedras preciosas, isto é, transparentes à luz da consciência? Conseguiremos desafiar a atração gravitacional do materialismo e da materialidade e permanecer acima da identificação com a forma, que mantém o ego imóvel e nos condena à prisão dentro da nossa própria personalidade?
A possibilidade de ocorrer uma transformação desse tipo tem sido a essência dos ensinamentos de grande sabedoria da humanidade. Os mensageiros - Buda, Jesus e outros, nem todos conhecidos - foram as primeiras flores do gênero humano. São os chamados precursores, seres raros e preciosos. Como um florescimento mais disseminado ainda não era possível na época em que eles viveram, suas mensagens se tornaram amplamente incompreendidas e muito distorcidas. Assim, não transformaram o comportamento humano, exceto no que diz respeito a um pequeno número de pessoas.
Estaria a humanidade mais preparada agora do que na época dos primeiros mestres? Por que se poderia esperar isso? O que você pode fazer, se é que pode, para produzir ou apressar essa mudança interna? O que caracteriza o antigo estado egóico da consciência e quais sinais nos permitem reconhecer a nova consciência que está surgindo? Essas e outras perguntas essenciais serão discutidas neste livro. Mais importante ainda: este livro é em si um instrumento de transformação que resultou dessa consciência emergente. As idéias e os conceitos que apresenta, ainda que relevantes, são secundários. Eles nada mais são do que pontos de referência em direção ao despertar. À medida que você for avançando na leitura, uma mudança se estabelecerá no seu ser.
O principal propósito deste livro não é acrescentar novas informações e crenças à sua mente nem tentar convencê-lo de alguma coisa, e sim produzir uma modificação da sua consciência, ou seja, o despertar. Nesse sentido, ele não é "interessante". Chamamos de interessante uma leitura que nos permite manter o distanciamento, analisar as idéias e os conceitos, concordar ou discordar. Mas este livro é sobre você. Se ele não modificar seu estado de consciência, não terá feito sentido. Ele só pode despertar quem está pronto para isso. Nem todo mundo se encontra nesse estágio, no entanto muitas pessoas já o atingiram. E, com cada indivíduo que desperta, o impulso sobre a consciência co-letiva cresce, fazendo com que o processo fique mais fácil para os outros. Se você não sabe o que significa despertar, continue lendo. Só por meio da experiência se conhece o verdadeiro sentido dessa palavra. Um lampejo é suficiente para dar início a essa transformação, que é irreversível. Para alguns, esse vislumbre virá enquanto estiverem lendo estas páginas. No caso de outros, talvez o processo já esteja em andamento e eles ainda não o tenham compreendido. Este livro os ajudará a perceber isso. Para alguns indivíduos, ele pode ter sido desencadeado por uma perda ou pelo sofrimento. Porém, também pode ter se iniciado pelo contato com um mestre ou ensinamento espiritual, pela leitura do meu livro O Poder do Agora - ou de outra obra espiritualmente viva e, portanto, transformadora - ou por qualquer combinação desses fatores. Se o processo do despertar já tiver ocorrendo com você, esta leitura irá acelerá-lo e intensificá-lo.
Um ponto essencial do despertar é a identificação daquela parte em nós que ainda não se modificou, o ego da maneira como ele pensa, fala e age, assim como o reconhecimento do processo mental condicionado coletivamente que perpetua esse estado não desperto. E por isso que este livro mostra os aspectos principais do ego e como eles se manifestam no plano individual e coletivo. Isso é importante por dois motivos que se inter-rela-cionam. O primeiro deles é: a menos que conheça o mecanismo básico por trás do funcionamento do ego, você não o detectará, e ele irá enganá-lo, impedindo que o reconheça todas as vezes que tentar. Isso mostra que ele o domina - é um impostor fingindo ser você. O segundo motivo é que o ato do reconhe-cimento é em si uma das maneiras pelas quais acontece o despertar. Quando você descobre a inconsciência em si próprio, aquilo que torna o reconhecimento possível é o surgimento da consciência, é o despertar. Você não pode lutar contra o ego e vencer, assim como não consegue combater a escuridão. A luz da consciência é tudo o que é necessário. Você é essa luz.

Jim Carrey - Eckhart Tolle - o Despertar (legendado)

terça-feira, 27 de abril de 2010





O mundo quer o sono.
O mundo não é mais do que sono.
O mundo quer a repetição ensonada do mundo.
Mas o amor quer o despertar.
O amor é o despertar todas as vezes reinventado,
todas as vezes uma primeira vez.


Christian Bobin, em "Um Deus à flor da terra"
Fonte: Blog Abrifgo dos sábios
Imagem enviada por Chris.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

E a conciência é a resposta




“Tudo que está acontecendo para você é o seu passado. O que é bom no passado é bom agora, o que é ruim no passado é ruim agora. Você deve mudar, e essas experiências são uma nova chance para isso. Todo encontro é um encontro com você. Quando você encontra alguma coisa que você não gosta, esse é o momento de se perguntar por que você não gosta. O que você vê de dificuldade em outras pessoas é o espelho das suas inabilidades, da falta do conhecimento de si mesmo. Quando você entende isso, você responde de um forma diferente. Isso requer atenção e treino. Precisamos estimular as pessoas a reconhecer o que é verdadeiro e o que não é. Precisamos viver com mais responsabilidade e honestidade, para com o próximo e para com nós mesmos. Precisamos descobrir que somos divinos.”(Robert Happé)


O que ele está dizendo não é novidade alguma. E no entanto…O óbvio pode ser iluminador quando percebido de modo incomum.Robert Happé é um filósofo holandês, “filho da guerra”, que viajou o mundo buscando as respostas para todas aquelas perguntas que todo mundo já se fez, está fazendo ou fará eventualmente em sua vida. Sabe? Perguntas como “porque a vida é assim?” (ou “tem que ser assim?”), “porque tanto sofrimento?”, “porque nos matamos tanto?” (principalmente por causa de OPINIÕES divergentes, sejam elas religiosas, políticas ou culturais)… E parece que ele encontrou o que procurava. Conhecer outras culturas, outros países, outras filosofias, outras religiões, outros modos de vida e pontos de vista pode ser (para aqueles que sabem ver) um grande chá de realidade. Mas é só para quem sabe ver. Para quem vai além daquilo que parece “diferença” e percebe as semelhanças.“Os de mente aberta vêem a verdade em diferentes coisas; os de mente pequena vêem somente as diferenças.”O vídeo é uma entrevista em casa. Robert fala sobre a vida em geral, sobre religião, sobre guerra, sobre “diferenças”, sobre Deus. Nada é novo.E no entanto…





http://video.google.com/videoplay?docid=1762327500733359104&hl=pt-BR#




Gratidão à amiga Chris por partilhar
Imagem: Devaneio ( Samir Mattar )
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