A paz de Deus vem à mente quieta - UCEM

A paz de Deus vem à mente quieta - UCEM

"Não busque mudar o mundo, mas escolhe mudar a tua mente sobre o mundo" (UCEM)

"Não busque mudar o mundo, mas escolhe mudar a tua mente sobre o mundo" (UCEM)
O Perdão é a chave para a Felicidade... Nada real pode ser ameaçado. Nada irreal existe. Nisso está a Paz de Deus.

Um Curso em Milagres

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Um outro olhar...




"O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu, ver na primavera o que se verá no verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre."

José Saramago

Imagem: internet

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O apego



O apego está relacionado ao agarrar-se. Agarrar algo é um ato superficial, não existencial. Todos nós somos apegados à alguma coisa, entretanto sabemos o quanto sofremos quando temos que abrir mão daquilo que estamos apegados. Saiba que o apego limita nossos verdadeiros desejos. Quando estamos apegados somos mesquinhos e egoístas e não estamos seguindo o fluxo da natureza. A natureza é desapegada. Por exemplo, quando um pássaro bota um ovo, a mãe está presente até o momento em que seu filhote nasce, cresce e fica forte. Depois, o pequeno pássaro vai buscar o seu próprio caminho. A mãe não se apega ao filhote que agora já é um adulto. Existem diversas formas de apego as quais podemos renunciar. Faça uma reflexão interna e perceba qual apego que existe hoje em sua vida e qual você já está disposto a deixar fluir: Tipos de Apego Apego ao ego: está relacionado a idéias e pensamentos fixos, sendo que pessoas apegadas ao ego são menos compreensíveis e mais preconceituosas. Atividades junto a natureza propiciam uma quietude interna, onde observamos menos conflitos de egos. Por exemplo, se imagine em uma caminhada na trilha de uma floresta com outras pessoas. Geralmente, as pessoas estão mais interessadas nas paisagens, no clima, nos animais que poderão surgir, sentindo e curtindo o que a natureza tem de bom. Um outro exemplo acontece nos retiros espirituais: exigimos menos e somos exigidos menos também, portanto não há nada que precisa ser provado. Na vida cotidiana estamos sempre pensando em termos de "meu espaço", "meu tempo", "meu trabalho", "meus objetos", "meus amigos". Quando largamos tudo isso, podemos assim permitir que outros entrem em nossas vidas tornando-se mais próximos de nós mesmos. Apego à opiniões estreitas: ocorre quando o indivíduo está apegado à concepções que não funcionam. Pode ocorrer também quando a pessoa estabelece uma opinião fixa em relação à vida de outra pessoa. Por exemplo: quando o pai ou mãe exige que a sua filha siga uma carreira escolhida por um deles. Essas pessoas costumam projetar os seus desejos e opiniões em cima das outras pessoas, sendo que a última palavra deverá ser a dela, tornando a situação desagradável. Uma soluçãp seria usar uma percepção meditativa, sem julgamentos, para abrir nossas mentes e fluir com as idéias - em vez de se fixar nelas. Apego ao princípio do prazer e da dor: podemos perceber esse apego em pessoas dependentes de bebidas, chocolates, vícios, romances que nunca dão certo, família etc. Para exemplificar este tipo de apego imaginem a seguinte cena: uma mulher é questionada se é feliz no casamento e dá a seguinte resposta: "Eu acho que sim, apesar do meu marido bater em mim e no meus filhos, ele é trabalhador, não deixa faltar nada em casa. Enfim, nunca parei para pensar nisso, estamos juntos há tanto tempo. Acho que acostumei com isso, não me vejo sem ele." Esse é um caso fictício, porém típico de apego ao sofrimento. Ficamos tão presos as rotinas familiares de relacionamentos dolorosos que nem sabemos mais como soltá-las e caminhar em outra direção mesmo quando fica evidente que isto é o que nos convém. Apego à ritos e rituais vazios: ocorre quando as pessoas se agarram a dogmas vazios o tempo todo, não sendo capazes de abrirem suas mentes e pensar por si mesmos porque acreditam em alguma coisa simplesmente porque foi dito por alguma autoridade ou porque está escrito em um livro. Apego à visão limitada e míope que só é capaz de enxergar a partir de um único ponto de vista: quando expandimos nossa auto-percepção, passamos a ver, ouvir e sentir a partir de um outro ponto de vista, mais amplo. Podemos sentir a fragrância divina ou intuirmos uma presença impalpável, porém autêntica. Ao nos sentirmos compelidos a aprender e amar, precisamos olhar com mais profundidade para as complexidades de nossas experiências, com todos os seus diversos níveis interligados, dimensões variadas e múltiplas formas de existência.

Autor: Elaine Lilli Fong
Texto recebido da amiga Denise
Imagem: lembrança delicada do meu filho Beto.

Pureza




“Se uma situação inútil ou negativa surgir diante de você, enquanto escutando a respeito não ouça, enquanto vendo não veja. Ou seja, não toque as atitudes e tendências negativas dos outros. Você não precisa julgá-los. Você precisa apenas manter sua mente limpa e seu coração honesto. Isso significa pureza.” BK

Não existe separação




"A separação é a grande ilusão. Albert Einstein chamou-a de ilusão de ótica. Yasutani Roshi, meu mestre espiritual, disse que "A principal ilusão da humanidade é supor que eu estou aqui e você está aí". A verdade é que você nunca está separado de coisa alguma. Não existe tempo ou espaço entre você e Deus. E você nunca está separado da vida ou da unidade subatômica que compõe montanhas, ametistas e estrelas.
A separação é a grande doença da humanidade. Como você acredita que está separado do resto da vida e lhe é estranho, você passa por carências, conflitos, lutas, doenças e dor. Pense nisso! É impossível sentir-se plenamente ligado à vida e sentir-se deprimido. É impossível sentir a unicidade pura e ter ansiedade. É impossível unir-se incondicionalmente a alguém e ter medo. É impossível estar em Deus e estar no inferno.
A separação é o inferno. Quando você se sente tentado a destacar uma parte do todo e a chamá-la de 'eu', 'meu', 'próprio', o preço que você paga por esses ganhos é sentir-se isolado, separado e dissociado do vasto campo da criação. Parece que tudo está fora de 'você', inclusive a felicidade, o amor, a paz, o céu e Deus. a palavra 'hell' (inferno) em inglês significa 'cerca' ou 'limite'.
Por sua própria natureza, a separação é violenta. No momento em que você acredita que está separado de alguma coisa ou de alguém, abre espaço para a suspeita, o medo, a postura defensiva, a competitividade, a inveja e o ataque. Por causa da separação, agora é você contra o mundo, contra seu vizinho, contra seu irmão, contra 'eles', você contra Deus. E como está receoso demais para dar amor a qualquer pessoa ou coisa que não seja 'sua', você sofre ainda mais.
A separação é como o câncer. Em minha profissão, descobri que a separação de nosso Eu real e incondicionado participa de toda doença e infortúnio.

A separação de sua integralidade inata pode se difundir rapidamente, fazendo com que você se sinta separado e cortado da natureza, da humanidade, de suas próprias emoções, de sua criatividade, de seu eu superior e de sua esperança.
Como a separação está na raiz do desconforto e da dor, toda cura começa pela redução das defesas, pela revelação dos segredos, pela procura, pelo pedido de ajuda, por sua aceitação, pela abertura para outras pessoas, pela intimidade e pela aproximação.
Se você está interessado em conseguir mais energia, mais inspiração, mais criatividade, mais graça, mais paz, mais vivacidade e mais alegria, tudo o que tem a fazer é abrir mão da ilusão de separação. Comece todos os dias com esta prece simples: "Meu Deus, hoje abandono a idéia da separação. Assim seja!". Você não está separado. E você não caminha sozinho. Afirme para si mesmo todo os dias:
Em mim, há todo o Céu; No Céu, há todo o meu Eu".


Robert Holden - "Mudanças acontecem"
Imagem: praia da barrinha p/mim mesma.


Pérola partilhada por Eliane.

Solidão





À medida que te elevas, monte acima,no desempenho do próprio dever,experimentas a solidão dos cimos e incomensurável tristeza te constringe a alma sensível. Onde se encontram os que sorriram contigo no parque da primeira mocidade? Onde pousam os corações que te buscavam o aconchego nas horas de fantasia?Onde se acolhem quantos te partilhavam o pão e o sonho, nas aventuras ridentes do início? Certo, ficaram...Ficaram no vale, voejando em círculo estreito,à maneira das borboletas douradas, que se esfacelam ao primeiro contato da menor chama de luz que se lhes descortine à frente.Em torno de ti, a claridade, mas também o silêncio...Dentro de ti, a felicidade de saber, mas igualmentea dor de não seres compreendido...Tua voz grita sem eco e teu anseio se alonga em vão.(Emmanuel )
Gratidão à Chris e à Denise por partilharem, texto e imagem, respectivamente.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010





"Nem a riqueza, nem a beleza fazem a felicidade. Aquele que ama a Verdade e a Justiça, este sim, é feliz."

- Buda -

Quando O Amor Foi Insuficiente




Você sente que recebeu amor suficiente quando era criança? Cada um, a seu modo, tem uma história para contar...Basta escutar os enredos que surgem quando sonhamos dramas baseados no abandono e na carência afetiva .Há sonhos - ou melhor, pesadelos - que nos paralisam na sensação de uma intensa dor sem saída: resta-nos apenas a esperança de que um herói, que tenha coragem no coração, venha nos salvar! Apesar dessa força extra encontrar-se em nosso interior, nós a projetamos para fora de nós. Este é um hábito mental que desenvolvemos quando ainda éramos crianças. É como escreve o mestre budista Tarthang Tulku em seu livro A mente oculta da liberdade: À maioria de nós foi ensinado que o amor se acha fora de nós mesmos – é algo a ser obtido. Por isso, quando o encontramos, nós o agarramos firmemente, como se não houvesse o suficiente para todos. No entanto, na medida em que o amor se torna apego egoísta, nós nos isolamos da verdadeira intimidade.O amor mais gratificante que podemos vivenciar é o que já existe dentro de nós, no coração de nosso ser. Aí se encontra uma infinita fonte de calor, que podemos usar para transformar nossa solidão e infelicidade. Ao entrar em contato com essa energia nutriente, descobrimos os recursos interiores necessários para sermos verdadeiramente responsáveis pelo nosso próprio crescimento e bem-estar.Mensagens como essa são um estímulo de coragem e libertação para aqueles que já se sentem comprometidos com o caminho da transformação interior. Mas temos que admitir que enquanto estivermos presos à dor da carência e da falta de amor, não será suficiente saber racionalmente que sofremos porque não sabemos amar verdadeiramente. Será preciso reviver a dor do abandono sob um novo prisma para superá-la. Racionalizar a dor emocional faz parte do processo para curá-la, mas, em si, não é uma experiência capaz de gerar uma mudança autêntica e profunda. Portanto, devemos partir do pressuposto de que não há nada de extraordinário no fato de admitir que recebemos amor insuficiente quando éramos crianças. Pois será a partir da aceitação desta falta que iremos encontrar forças para resgatar nosso amor interior.Eva Pierrakos e Judith Saly dedicaram todo um capítulo a esta questão em seu livro, Criando União (Ed. Cultrix).Elas escrevem: Como as crianças muito raramente recebem suficiente amor maduro e bondade, elas continuam a ansiar por ele durante toda a vida, a menos que a falta e a mágoa sejam reconhecidas e devidamente manejadas. Caso contrário, os adultos seguirão pela vida chorando inconscientemente pelo que não tiveram na infância. Isso fará deles pessoas incapazes de amar com maturidade. Vocês podem ver como esta situação passa de geração em geração.Podemos não parar para pensar sobre como anda nosso fluxo de contabilidade do amor em nosso interior. Mas é importante nos conscientizarmos do forte elo que existe entre as nossas ansiedades de infância e as dificuldades afetivas que enfrentamos enquanto adultos.O ponto de partida para romper esta linhagem de amor imaturo encontra-se num exercício de mão dupla: se por um lado passamos a nos abrir para aceitar o fato de que nos faltaram experiências significativas de reconhecimento de afeto, por outro, ficamos cientes de que esses sentimentos de carência e abandono não nos levarão a lugar nenhum. Isto é, a intenção de admitir a dor está vinculada à decisão de superá-la, e não de recriá-la! Remoer a dor infantil sem a correspondente vontade de sair dela é como andar para trás, isto é, estaremos repetindo assim apenas os padrões emocionais já conhecidos em vez de refinar nossa alma. A dinâmica do querer ser amado transforma-se no desejo de amar quando nos conscientizamos de uma vez por todas de que não adianta querermos que as coisas sejam diferentes ou que as pessoas aprendam a amar com maturidade para sermos mais bem servidos em matéria de amor.Quando nos dispomos a amar verdadeiramente, damos inicio à jornada do amor maduro. Esta é uma bela frase; no entanto, só terá sentido quando nos propusermos a redirecionar nossas emoções de abandono e carência, isto é, quando não temermos mais sentí-las. É preciso voltar ao local do crime para desvendar o mistério. As autoras Eva Pierrakos e Judith Saly revelam, no livro Criando união, um método de autoconhecimento para aplicarmos nos momentos em que reconhecermos, por trás de nossa raiva, frustração e ansiedade, a dor de não termos sido amados na infância: Quando sentirem a dor de não serem amados no problema atual, ela servirá para despertar a dor da infância. Pensando na dor presente, voltem ao passado e tentem reconsiderar a situação com seus pais: o que eles lhe deram, o que vocês sentiam de fato por eles. Vocês perceberão que, sob muitos aspectos, sentiam falta de algumas coisas que nunca viram antes com clareza - porque não queriam ver. Vocês descobrirão que essa carência deve ter sido dolorosa na infância, mas a mágoa pode ter sido esquecida no nível consciente. No entanto, ela absolutamente não está esquecida. A dor causada pelo problema atual é exatamente a mesma dor do passado. Agora, reavaliem a dor atual, comparando-a com a da infância. Finalmente, será possível perceber que ambas são uma só. [...] Depois de sincronizar as duas dores e perceber que elas são uma só, o passo seguinte é muito mais fácil. A cura, então, surge na medida em que reconhecemos que não somos mais tão indefesos diante da dor quanto pensávamos na infância. Como completam as autoras: Já não precisarão ser amados como precisavam na infância. Primeiro, vocês adquirem consciência de que é isso o que ainda desejam, e depois já não buscam esse tipo de amor. Como vocês não são mais crianças, buscarão o amor de forma diferente, dando em vez de esperar receber.Quando filtramos a dor emocional por meio dos recursos já adquiridos na atualidade, vamos mesclando à dor passada a compreensão que nos faltava. Desta maneira, a necessidade de ser reconhecido pode ser substituída pela autovalidação. Do mesmo modo, a necessidade de expressar as emoções contidas poderá encontrar novos recursos de comunicação. Passamos a selecionar melhor as pessoas, e as situações nas quais poderemos finalmente nos tornar criativos e contribuir com nossa individualidade para o crescimento coletivo.Em resumo, precisamos aprender a não temer nossas emoções fragilizadas pela falta de amor. Ao sentí-las, poderemos simplesmente nos posicionar positivamente e dizer: OK, naquela época eu não tinha recursos para lidar com esta falta, por isso passei a pensar que não havia nada a fazer senão esperar passivamente por amor. Agora, posso agir, pois tenho minha consciência a meu favor, assim como a vontade de amar cada vez mais e melhor.

Autoria: Bel Cesar


Imagens: Filme - The Kid (Duas Vidas)


Embriagado pelo divino






Todas as meditações são maneiras sutis para torná-lo embriagado pelo divino.


Osho, em "O Livro Orange"
Imagem por jurvetson
http://www.palavrasdeosho.com/

Assaltantes emocionais




Recentemente , li uma observação arguta e eloqüente sobre um certo tipo de relacionamento amoroso: aquele em que um dos dois é qualificado de “assaltante emocional” – pessoa “sempre com a arma na cabeça do companheiro, exigindo, exigindo”.
Quando em um namoro ou casamento um dos parceiros sente-se “assaltado” pelo outro, isso quer dizer que o amor não está dando as cartas. O controle da situação foi assumido pelo ciúme, egoísmo, vaidade, prepotência e possessividade. Pois enquanto o amor predomina, a relação é marcada por altruísmo, generosidade, humildade e respeito pelo parceiro.
A confusão entre possessividade e amor é freqüente. Virou até um adesivo para se colocar no vidro traseiro do carro: “Não tenho tudo o que amo, mas amo tudo o que tenho.” Quem acredita nessas palavras ainda não aprendeu que amor é doação, respeito, admiração e liberdade. Amor tem a ver com ser e estar. Não com ter e possuir.
A imagem do “assaltante emocional” descreve com precisão um tipo de comportamento que é característico de quem se deixou envolver pelo ciúme e perdeu o controle dos sentimentos, tornando-se escravo das emoções. Ora, amor é um sentimento adulto e maduro das pessoas conscientes de que não podem controlar nem possuir a pessoa amada. Convivem para desenvolver uma relação dinâmica, que evolui, modifica-se com o passar do tempo e dará frutos preciosos – se bem cuidada. É uma relação baseada na troca de carinho, de idéias, de apoio, e não na exploração de uma pessoa pela outra, ou na busca de posições de cobrança sobre o outro.
O “assaltante emocional”, uma vez passado o entusiasmo inicial da paixão, torna-se uma companhia desgastante e difícil. Deixa de ser alguém que pode ser amado e passa a ser uma pessoa da qual é preciso livrar-se. Em geral, é a insegurança que motiva seu comportamento. Um tipo de insegurança originário de problemas pessoais, dificuldades emocionais profundas, que necessitam de tratamento e, por isso, não podem ser resolvidas com medidas práticas. Por mais que o parceiro se esforce por acalmar-lhe as ansiedades, haverá a busca de novos motivos para explicar inseguranças e desconfianças, justificando exigências infantis e absurdas. Nada será capaz de aplacar suas exigências, sempre renovadas. É o chamado poço sem fundo.
A solução para a vítima do “assaltante” é livrar-se dela ao menor custo possível. Quanto mais cedo perceber a índole do parceiro, mais depressa deve procurar romper. Convém evitar o prolongamento com a desculpa de tentar salvar a relação, pois o que se consegue de fato é aumentar os danos recíprocos e, em conseqüência, mágoas e ódios. Quanto maior a duração do elo, mais difícil e complicado dar-lhe fim sem sofrimento. Explica-se: o “assaltante” vai, aos poucos, construindo uma dependência emocional do outro, criando um vínculo perverso: em vez de uma relação de crescimento recíproco, duas pessoas cultivam neuroses e patologias variadas.
Essa espécie de ligação pode ser uma grande fonte de aprendizado. Aprende-se a fugir de certo tipo de pessoa e percebe-se quais as personalidades a evitar. Assim, a experiência protegerá contra futuros desastres amorosos. Mas se você continuar com o mesmo, voltar para ele ou cair nos braços de outro “assaltante”, cuidado. Significa que tem a sua parcela de responsabilidade. Errar uma vez pode ser inevitável. Cometer o mesmo erro de novo indica, no mínimo, imaturidade. Na maioria dos casos, porém, uma doentia atração pela posição de vítima.

Luiz Alberto Py, médico psiquiatra, psicanalista e conferencista. Publicou, pela editora Campus, o livro A linguagem da Saúde (1998).


Partilhado por Eliane


Imagem do blog Tecendo idéias

Eu não sou vítima do mundo que vejo




"Você já notou a freqüência com que se sente uma vítima do mundo em que vive? Como a maioria de nós percebe muitos aspectos do mundo à nossa volta como insanos, somos tentados a nos sentir irremediavelmente presos numa armadilha. Quando nos permitimos pensar que estamos vivendo num ambiente hostil, onde temos de ter medo de ser feridos ou transformados em vítimas, o que nos resta além de sofrer?
Para ser consistente na busca da paz interior, temos que perceber o mundo como um lugar onde todos são inocentes.
Que acontece quando optamos por ver os outros como seres sem culpa? Como começar a olhar para eles de maneira diferente? Em primeiro lugar, podemos considerar tudo do passado irrelevante, exceto o Amor que vivenciamos. Podemos escolher ver o mundo através da janela do Amor em vez de olhar para ele pela janela do medo. Isso significa que escolhemos seletivamente ver a beleza e o Amor no mundo, os pontos fortes das pessoas, em vez de suas fraquezas.
O que vejo lá fora é um reflexo do que vi primeiro dentro da minha própria mente. Sempre projeto no mundo os pensamentos, sentimentos e atitudes que me preocupam. Posso ver o mundo de outra maneira, mudando minha mente em relação ao que quero ver.
Durante o dia inteiro, sempre que se sentir tentado a se ver como vítima, repita: 'Só os meus pensamentos de Amor são reais. São os únicos que eu teria nessa situação (especifique) ou por essa pessoa (especifique)'".
Gerald Jampolsky - "Amar é libertar-se do medo'


Gratidão Eliane.
Imagem enviada pela Inês!
Related Posts with Thumbnails